Batalhas, medo e sofrimento. Tudo que os seres das trevas proporcionaram através dos seculos em busca do poder.
Fórum­Inicial­Calendário­Álbum­Buscar­Membros­Grupos­Registrar-se­Login
Compartilhe | 
 

 Karina Altro - Ventrue

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo 
AutorMensagem
Karina Altro
Novato
Novato


Número de Mensagens: 9
Idade: 20
Localização: São Paulo - Capital
Lv.:
0 / 1000 / 100

Mp.:
0 / 1000 / 100

Exp.:
0 / 1000 / 100

Data de inscrição: 12/06/2009

MensagemAssunto: Karina Altro - Ventrue   Seg Jun 22, 2009 10:52 am

Personagem: Karina Altro
Jogador: Marco
Clã: Ventrue (Camarilla)
Natureza: Esperto
Comportamento: Solitária
Geração: 8ª
Refugio: Mansão no Brasil
Conceito: Libertina

Força___________0_______________Carisma_________0000____________Inteligência____00
Destreza________000_____________Aparência_______00000___________Percepção______0000
Vigor___________00______________Manipulação_____0_______________Raciocínio_______00

Empatia_________000_____________Performance_____000_____________Acadêmicos________00
Intimidação______00______________Etiqueta________000_____________Linguística_______00
_______________________________ArmasdeFogo____000_____________C. da Camarilla___00
_______________________________ArmasBrancas____000_____________C. do Clã/Ventrue_000
_______________________________Condução________0

Antecedentes____________________Disciplinas_____________________Virtudes

Geração_______00000___________Presença________000_____________Cons____00
Influência______00000___________________________________________AtCn____000
Recursos______00000___________________________________________Corg____00000
Fama_________0000
Mentor________000
Status________000
Lacaios_______00

Defeitos________________________F.de V._________________________Trilha do acordo honrado

Vitae Infértil__(-5)____________00000___________________________00000
Intolerância____(-1)
Intolerância____(-1)

As raízes

A pouca garoa que fugia do guarda-chuva, atingia a sua pele, esfriando-a, fazendo uns poucos pelos se arrepiarem.
Ela era a única que não estava chorando, embora o clima fosse extremamente propício, desde as lamúrias roucas de senhoras idosas
ao cheiro de terra molhada e luz vacilane. Tudo isso fugia-lhe completamente à atenção, graças ao telefonema que atendia,
inspirando curiosidade nos que a vissem, porque falava como se a pessoa estivesse diante dela.
Ela só estava lá para conhecer a sua sobrinha, planejando sair assim que o fizesse.
O pouco tempo que olhou para Karina foi o suficiente para que tivesse bons presságios de como seriam os próximos anos, e ela quase
nunca errava suas deduções. O resto da família morava em cidades cujos nomes só se ouvia quando relacionados aos próprios,
e as linguas que falavam ocupavam os primeiros lugares na lista das que estavam para ser extintas, de forma que foi a única
opção da criança.
Em uma família com membros tão singulares, a pequena Karina honraria o sangue, e não fugiria à regra.

Ela e ela mesma

A menina raramente lutava contra o desejo de correr pelos compridos corredores da mansão da tia. Repletos de quadros
e pó, suas paredes altas ecoavam seus sussuros e figuravam seus sonhos. Egocentrismo ou imaginação, ouvir a própria voz
repetidas vezes, fazia-a se sentir parte indispensável de um mundo grandioso, que só precisava dividir com Diná, a gata.
Com excessão de seus amigos imaginários, Diná era com quem mais dividia o seu tempo. Ela adorava o animalzinho, mas
não sabia como tratá-lo, acabando por causar-lhe, não raramente, hematomas e lesões, conquistando lentamente a sua
hostilidade, sem entender muito bem o porquê dos miados agudos e doridos.
Ela divídia a mansão com uma terceira espécie de criaturas, humanos, com quem era extremamente tímida, já que só
sabia lhe dar com gatas e seus companheiros oníricos, ignorando a maior parte das raras repreensões que vinham desses
extranhos.
Sua tia nutria por ela todo o afeto que o pouquíssimo tempo que passavam juntas lhe permitia, compensando sua
ausência com toda a sorte de entretenimentos que julgava atraentes para uma menina - o que quase nunca era a mesma coisa -
ministrados por especialistas em recreação. Esses ineptos emocionais faziam Karina quebrar a cabeça para descobrir
o que eles queriam dela, até que um dia resolveu apenas ignorá-los.

A primeira vez no mundo

Ela não sabia o que esperar da escola, o que a impedia de ter suas expectativas frustradas. Mas jamais imaginou
que as coisas seriam daquela maneira.
Não demorou muito para que o receio que sentia pelas outras crianças fosse retrubuido com exclusão e ostracismo.
Com o passar do tempo, comentários curiosos a cerca da meninia excluída se tornaram gargalhadas de zombaria, e essas, por sua vez,
brincadeiras rudes e maldosas. No começo não a afetavam, mas a constância e crueldade cresceram até o insuportável, e não podia
mais encontrar segurança na sua imaginação. Ela chorou. Tanto e tão sofrivelmente que foi levada até a diretora, onde cometeu
a inocência de contar parte de seus sonhos, compreensíveis apenas por ela mesma, aparentando insanidade para aquela mulher,
que não poupou sua fúria ao brigar irracionalmente com a menina.
A primeira vez que vemos a luz depois de tanto tempo na escuridão quase nos cega. A menina entrou em seu quarto,
terminou de chorar suas lágrimas velhas, e derramou algumas novas. Estava triste demais para sonhar, mas encontrou
companhia em Diná. Tentava entender o que fizera para as outras crianças, enquanto suas carícias ternas afligiam a
frágil estrutura de Diná, e seu choro agonizante se confundia com miados estridentes de dor. Tentava entender por que
aquele animal ingrato se debatia em seus braços quando por tanto tempo lhe dedicara o que tinha de melhor.
Compreendeu que seus sonhos, como imagens distorcidas do mundo insensível em que vivia, compartilhavam da mácula
daquelas pessoas réprobas, quando Diná movida pelo mais primitivo instinto de sobrevivência a atacou.
Seus detractores passaram a encontrar nela um olhar ressentido que os paralizava, por nunca terem visto nenhum igual antes.
Diná tinha sorte por ser pequena e rápida para escapar das investidas coléricas que sofria quando passava pela menina, e não achou que
saber se gatos possuem realmente mais de uma vida ainda era uma boa idéia.
Seus sonhos sucumbiram, e a realidade abriu suas portas de dobradiças rangentes para acolhê-la.

Revés

- Algum problema? - Perguntou Karina para o garoto que se sentava ao seu lado na sala de ensino médio, cujo olhar
fixo a irritou depois de tanto tempo esperando que ele o desvia-se.
- Me desculpe se a incomedei... Mas... Eu não pude resistir... Você é.. A garota mais... Linda!... Que eu já vi... - respondeu
o jovem, tremendo, enquanto a adrenalina se espalhava pelo seu corpo, contraindo seus músculos, esquentando o sangue em seu rosto,
sem se dar conta de que deixara tão óbvio a sua temporaria obssessão pela garota. Ou era essa a idéia que
ele queria passar. De qualquer forma a jovem não se lembrava de ter sido tratada dessa forma antes, olhando-o não menos
perplexa do que curiosa, sem saber o que fazer, ou o que pensar, apenas esperando que ele continuasse para poder tomar uma
conclusão sobre o acontecido. Ele não soube o que fazer diante da mudez da sua interlocutora, e se voltou para a frente
envergonhado, achando-se um idiota.
O tempo fez muito bem à menina. Os olhos antes tão distantes e vagos, possuiam agora uma profundidade assustadora,
de um silêncio hermêtico onde o menor ruido ensurdecia, capazes de capturar o mundo que há em um grão de areia.
Um pouco mais de atenção a fez perceber que aquele não era o único rapaz que lhe dedicava esse tipo de afeto. Em
alguns encontrou gentileza, em outros cordialidade. Mas no fundo desses olhares reconheceu um ser lascivo, primitivo e rude.
Essa imagem lhe inspirou asco. E em pouco tempo já era capaz de discernir o animal de volptuosidade primeva que havia em
cada elôgio. O que fez a sua repulsa pelas pessoas mudar levemente, passando de vítima do escárnio para vítima da devassidão.
Procurou paz, furtando-se de tudo que disse-se respeito a esses homens, e encontrou ódio, ou ressuciotou o que
suprimira no passado. Expressando-o encontrou mais desejo, e viu que seria inútil continuar fazêndo-o, até que optou por passar
incólume por essas situações. Coincidência ou recompensa da Misericórdia, cedeu a uma dessas investidas com o intuito de
submeter seu devoto admirador à humilhação para vingar-se dele. O deleite sútil instigou o seu desejo por mais, e em breve
viu nisso uma vingança em cujo lograr a satisfazia ebriamente. Sem jamais ceder por completo, porque eles a enojavam,
regozijava-se em reduzi-los a nada, oferecendo não mais que suas próprias elocubrações vãs!

Jogos

O Tempo. Primoroso e esguio, era um bom aliado para se ter por perto...
A experiência em seus simples jogos no colegial a cansou no final, e a ensinou como torná-los complexos e furtivos. Passou
a reconhecer o tempo de dar liberdade e retirá-la, mantê-la e se proveitar. As castas as quais se incorporou na faculdade e clubes,
exigiam esse tipo de argúcia se quizesse dar continuidade às suas momices por lá. Sabia quanto podia se
beneficiar em cada nível de subordinação masculina, tanto quanto sabia como aumentá-la ao seu bel prazer.
Mas um homem, surpeendentemente, parecia imune à sua peçonha. Políticos influentes, e homens de caráter inatacável
pereciam com facilidade irrisória, mas ele persistia. Sua honra dependia de vê-lo submisso e acabado, mas isso não aconteceu.
Ele parecia sua versão masculina. Ambos dotados de habilidades maestrais, passaram a se desafiar, quanto à escolha de vítimas
indeléveis, e que raridades poderiam subtrair delas.
O seu nome era Rafael. Altamente influente na mídia, tinha um ar levemente assustador, o que não impedia ninguém
de buscar a sua companhia, obedecê-lo prontamente, e esquecer os seus deslises. Não se pode dizer com certeza se ela gostava
dele, mas reconhecia-o como um oponente à altura. Ele ganhava na maioria das vezes, o que a impelia a se esforçar mais para
fazer justiça ao seu adversário.
Esgrimia e tiro, hobbies que o seu amigo praticava com assiduidade são alguns do campos que ela precisou conhecer
para se aproximar de algumas figuras ilustres e vencer alguns curiosos desafios... Mas nada parecido com o que viria a seguir!

A Noite

- Boa noite, querida. - Saudou-a amistosamente, com algo que parecia um sorriso, enquanto o seu olfato voltava do estado
de ebriedade para onde o seu perfume grave a lanaçara.
- Boa noite. É impressão minha, ou algo o preocupa? - A jovem perguntou, realmente interessada, quase deixando
transparecer uma ponta de preocupação sincera.
- Permita-me ir direto ao ponto... Você sabe o quanto a sua companhia me agrada, e o quanto nossas apostas me divertem.
Mas mesmo toda a criatividade que a vida permite tem um limite! Sugiro que ultrapassêmos esse obstáculo. Eu não estou
cansado, se é o que pode parecer, eu apenas lhe ofereço a oportunidade de caçar raposas ao invés de coelhos. O que me
diz? - Ela nunca viu tanta expectativa em seu olhar antes...
- Tentador!... O que você tem em mente?... - Repondeu com uma curiosidade diametralmente igual a grandiosidade da idéia
que pressentia fomentando na mente do seu amigo, mas este nada respondeu enquanto ela continuava a jantar, acompanhado-a com
seus olhos paternos, enquando apreciavam Vivaldi - As Quatro Estações.

Quando o inesperado se excede

Ela se olhava no espelho enquanto saboreava a idéia de que faltavam poucos minutos para ganhar a última aposta.
Branco sempre lhe caiu bem, mas aquele vestido encaixava-se às suas curvas sutis enchendo os olhos de qualquer um
que a visse. A empolgação planejando e executando os passos que a permitiram chegar até ali impediram-na de pensar no que
viria depois de ter alcançado o seu objetivo. Assim que o beija-se no altar estaria tudo terminado, por isso se preocupou
em arquitetar o que viria até ali, mas e depois? Precisaria se deitar com aquele homem. Assim que se deu conta disso
suas pupilas se dilataram e seus pelos se arrepiaram enquanto um suor frio a tomava. Ela seria subjagada a um homem,
presa sobre a sua carne adiposa e maculada enquanto ele, tomado por instintos bestiais, lograria do seu corpo com seus gemidos
asquerosos... Mas ela não podia desistir... Não tão perto...
- O que vem agora? lêmbro-me de tê-lo ouvido dizer algo quanto aos momentos que precederiam o casamento. - Ela perguntou
para o seu amigo esperando que a sua resposta a abssolve-se dessa desventura.
Ele levantou-se lentamente da poltrona, e com uma naturalidade indenunciável pouso os seus lábios sobre o seu pescoço.
Ela nada fez enquanto o extâse se espalhava.
Ela estava sobre os braços de um homem, enquanto o seu corpo quase se contorcia de deleite. Milhares de idéias horrendas
passaram pela sua mente, mas eram tantas e tão rápidas que não pode se prender a nenhuma. Só o que pode extrair delas foi um
sentimento de culpa esmagador, diametralmente inferior apenas ao prazer que fluia pelo seu corpo. Quando ele lhe deu de beber
do ferimento no seu braço, sentiu uma força incontrolável recrudescendo de partes esquecidas do seu ser. E imaginou se era assim
que os homens se sentiam quando lançavam seus gracejos sórdidos em sua direção. Mas o tato era pouco, e a besta em um instante reclamou
tudo sobre o que ela mantinha consciência, restando-lhe de seu naquele momento apenas o nojo tirânico que sentia de si mesma.
Ele abriu a porta do quarto para que a camareira que tocava entra-se. Fechou-a e imobilizou a criada. Retirou o seu
cabelo do caminho para que a sua adversária pudesse terminar. Enquanto sorvia o vitae daquela pobre alma,
seu paladar a entorpecia com aquele sabor não menos diabólico e extranho, do que divino e saboroso.
Os instantes que seguiram serviram apenas para que ela se reestabelece-se da catâtonia, enquanto ele sussarrava algo
em seu ouvido, depois do que, se retirou...

Honra

Quando os recem-casados entraram no quarto, ela estava inabalavelmente calma, o que o deixou um pouco desconfortável.
Enquanto ele se despia ela voltava do outro cômodo com um rubro líquido balançando nas duas taças que trazia.
Ele notou algumas gotas de sangue pingando do seu pulso, mas a beleza que emanava dela reteve novamente a sua atenção.
A expressão dela agora era a de quem, por fim, via algo que valia a pena onde antes havia penas desgraça. Ele extranhou o
sabor no começo, mas não era de todo extranho. Quando terminou de beber ela não estava mais lá, o que o intrigou.
- Parabéns, querida! Eu sabia que iria até o final. - Rafael disse com um sorriso no rosto enquanto abria a porta
para que Karina entrasse.
- Será que é assim que os trapaceiros se sentem? Não vejo vitória, nem ao menos glória para mim. O derrota e a
corrupção me são bem mais familiares nesse momento. Se alguém venceu aqui, não fui eu. - Respondeu enquanto se sentava
no sofa de pernas cruzadas, tentando manter a postura e procurar um lado bom nisso tudo!
- Esse alguém também não sou eu... Acho que foi um empate!


Detalhes

Influência: O seu marido é um dos mais importantes políticos no que diz respeito à polícia, desde suas operações legais
às "questionávies"!
Recursos: Subornos, desvios e outras origens governamentais inconfessáveis.
Fama: Ela é esposa de um político de nome... E esporadicamente tem seu nome ligado à fatos extranhos. Nenhuma notícia que dure
mais de um dia nos jornais até ter sua atenção desviada para outra coisa...
Mentor: Rafael, um Ventrue altamente inflente na mídia e dentro do clã.
Status: A sua influência na polícia traz até ela alguns importantes cainitas com problemas, que ela humildemente ajuda como pôde!
Lacaios:
Fabio Altro. Seu marido e protetor dos seus interesses durante o dia.
Ellen Caroline. Sua representante durante a noite, a quem ela se reporta para mobilizar a polícia em seu favor,
manipular os seus recursos, e todas as coisas extranhas que ela lhe pede quando liga desesperada, embora demonstre calma!

Vitae Infértil & Intolerância I: Ficou traumatizada quando foi tomada pela "besta" durante o seu abraço, e agora a repudia.
Intolerância II: Gatos!
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
Karina Altro
Novato
Novato


Número de Mensagens: 9
Idade: 20
Localização: São Paulo - Capital
Lv.:
0 / 1000 / 100

Mp.:
0 / 1000 / 100

Exp.:
0 / 1000 / 100

Data de inscrição: 12/06/2009

MensagemAssunto: Re: Karina Altro - Ventrue   Seg Jun 22, 2009 10:54 am

Se possível, gostaria de jogar na crônica que se passará no Brasil!
=P
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário
 

Karina Altro - Ventrue

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo 
Página 1 de 1

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Bloody Angels - Storyteller Fórum :: Fichas :: Fichas dos Personagens :: Fichas Inativas-