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 Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta

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MensagemAssunto: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Ter Nov 17, 2009 8:41 pm

Olá a todos. Aqui será postada, por mim, a crônica (Role Play) que se passa em território grego, mais precisamente na Ilha de Creta. O jogo começa apenas com a senhorita Karolyn Klymene (Caroline, Karol... Vulgo Kavala para os íntimos), mas segue com a introdução de mais um jogar, Thales S. Pereira, interpretando Legato, um jovem Lua Cheia, que busca provar sua sabedoria não somente em combate mas também em sua astucia como grande Garou, como um todo.
Karol interpreta de forma magnífica sua Garou, uma descendente dos lobos chacais do Antigo Egito, vivendo na maior das ilhas do continente grego e fornecendo, juntamente com seu companheiro de matilha, a proteção do Caern Coroa Vermelha, realizando as mais tenebrosas, misteriosas e horripilantes missões, a qual todas as almas tocadas por Gaia e abençoadas por Luna devem se mostrar capazes de superar.
Espero sinceramente que goste de minha humilde narrativa. A todos os “pacientes”, boa leitura e bom divertimento.
Atenciosamente Nort.


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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Ter Nov 17, 2009 9:42 pm

O Sol ainda não havia surgido naquela estranha manhã de Outono, o frio permanente da noite ainda pairava sobre as terras gregas. Lorena já de pé juntamente com seu pai, mal tivera tempo para descansar naquele curto período de tempo, suas ultimas lembranças agora ainda mais turvas em sua mente. Seu pai a esperava com a porta entreaberta, as chaves de sua picape em mãos...
Seu olhar era impaciente, com certeza a paciência não era uma de suas maiores virtudes, talvez ainda não a lapidara com a experiência de vida, talvez a Fúria em seu interior há muito crescera desde sua juventude calma e serena, a qual nem mesmo ele poderia recordar direito devido o tempo, que sempre lhe roubara tudo aos poucos, esta noite mais uma vez ele se mantinha neutro e apreensivo...
Sabia que deveria mais que nunca correr, desta vez não apenas por si, mas sim pelo bem mais precioso que conseguira em toda sua vida como Garou, sua amada filha, a recém desperta Lorena, estava apenas a alguns metros dele, terminando seu Nescau apressadamente. Ao ver seu relógio apressadamente seu pai parecia perder o pouco de calma que ainda restava-lhe, a olhando com o rosto fechado...
A expressão, ao qual Lorena estava muito familiarizada e sabia muito bem o que significava depois de alguns bons anos vendo Muriel dia sim, dia não. Abrindo a porta completamente ele se dirige à filha tentando manter a calma presente na voz, ao começar a falar, sua mãe tocava seu ombro por traz, vestindo apenas um roupão de dormir, visivelmente assustada e com os olhos repletos de lágrimas...
--Filha, por favor, não podemos perder mais tempo, você termina isto no carro...- Seu pai sabia que era demasiadamente cedo para percorrer o caminho até as florestas mais seguras, e chegar ao Caern sem mais problemas.
--Vamos logo...- Ele olha de relance para sua amada esposa e a vê desabar em lágrimas, seu rosto pálido era aos poucos manchado pelo seu próprio desespero...
Muriel apenas vira o rosto e sai, seguindo em direção ao carro, algo quase inaudível fora possível se escutar, “... perdão...” isto era tudo que havia pedido para sua esposa...
Lorena Alethia respira fundo e se levanta, carregando uma mochila com o estritamente necessário, como instruíra seu pai. Aproxima-se de seu irmão e o abraça. Palavras não eram necessárias para uma despedida entre irmãos que se amavam muito. Com a garganta apertada e doída, se aproxima de sua mãe e a abraça, dizendo:
-- Mamãe, você sabe muito bem que ficarei bem. Sempre fiquei, não importava aonde eu tivesse me metido. Te amo, e voltarei... Assim que puder – e se afasta rapidamente para não cair no choro e prolongar ainda mais a dolorosa despedida. Sai de casa, e se aproxima do carro velho de seu pai.
Sua mãe não consegue falar, seus soluços e lágrimas eram as únicas coisas que se escutava cortar o ar naquela noite fria de Outono, assim que a abraça, sente seu coração rasgar, quase perdendo o controle de si, apertava com muita força, logo a solta sabendo que ali a vida de sua filha não estaria mais segura, e que talvez, apenas talvez, realmente fosse melhor partir...
Assim que a solta e a vê adentrar o automóvel, despenca sobre seu irmão mais velho, com um gesto e o apertando também, seus soluços aos poucos sumindo, enquanto Lorena e seu pai somem no horizonte.
Agora sós, seu pai lançava-lhe olhares furtivos dentro do carro, como se esperasse ver você saltar a qualquer momento, ainda mantendo sua expressão fechada, ele começa a falar...
--Bom...Certamente não poderia correr com você em meu encalço, "eles" logo perceberiam o que está se passando, isso se já não perceberam...- Ele faz uma pequena pausa, mantinha as mãos firmes ao volante, a neve, quase não era possível ver nesta época do ano, mas agora cobria as ruas e arvores como uma cobertura doce prestes a sumir com o calor do magnífico Sol - Não que seja realmente muito longe, mas...A vida me ensinou a não arriscar, uma lição que espero ver...Você aprender rápido para seu próprio bem... – Solta todo o ar dos pulmões ao fazer uma pequena e estreita curva noroeste.
Lorena diz, hesitante:
-- Hum... Aprendi que não se deve pular no primeiro monstro fedido que aparecer. - dá os ombros, tentando quebrar um pouco do gelo - Estou rápida o suficiente?!
--A sua língua sempre soube que era rápida...- Olha rapidamente para seu rosto com um sorriso brotando nos lábios... -- Mais uns seis minutos eu acho e já estamos lá...Já estão nos esperando no Caern, infelizmente a tribo que lá reside não tem como nos buscar...Na borda da floresta, houve uma recente baixa no número de Garous de nosso Caern... A noticia de que minha filha é uma Garou, e que Garou... - ainda sorria, evidentemente lembrando-se de sua recente transformação.
Lorena dá um sorriso tímido, ainda não sabia se era notícia boa ou não. Nem sabia por onde começar, havia tantas perguntas, tantas...
-- Ah, que bom que você gostou de ver. Não tive tempo de me olhar no espelho, sabe... -brinca com os dedos, tensa, sem saber o que esperar.- Que baixas? Há quantos de nós? Quem matou quem?
Lorena levanta novamente os olhos, para avaliar o rosto de seu pai. Era muito bonita a pele morena dele e, fora o nariz ligeiramente torto, as linhas de seu rosto eram perfeitas, dignas de um nobre egípcio. Fecha os olhos por um segundo, e logo vem a imagem de patas negras correndo, sentindo a areia quente sob as almofadas dos dedos... O vento seco os abençoava... E desperta, olhando novamente seu pai.
-- Hem, pai?
Muriel sente um pequeno desconforto com as repentinas perguntas, mas sabia que dúvidas seriam normais e sua filha precisaria saber o quanto antes das verdades desse mundo. Perdendo o sorriso mais uma vez de seu rosto, se preparava aos poucos para começar a falar, assim que abrira sua boca, ouve-se um "pack" surdo, o pai desvia o olhar da estrada fitando o retrovisor, soltando palavrões ao ver o que acontecera:
--Filho da p...A merda do pneu traseiro estourou!
Sem nem precisar pensar ele sabia que graças à quantidade de neve, não poderiam seguir de carro, a partir dali a caminhada seria a pé. Ele toma a precaução de abrir lentamente a porta, olha para os lados, não havia sinal algum de vida na estrada esbranquiçada, a neve já havia parado de cair, mas a quantidade fora grande em um curto período de tempo, o que diriam os especialistas como mais um fenômeno do grande caos do Aquecimento Global. Muriel coloca o primeiro pé para fora do automóvel ainda receoso, olha novamente para os lados.
Parecia farejar alguma coisa pendente no ar, buscar algo invisível aos olhos humanos e muito provavelmente seu olfato também, o que era ainda parecia impossível determinar para Lorena...Logo ele se abaixa e faz sinal para sair, em seu rosto era evidente sua pressa...
Dando alguns passos para trás do carro, ele se abaixa e pega um fino e comprido objeto de metal. A filha percebera pelo retrovisor lateral do carro: era algo que não deveria estar em meio a uma estrada como esta.
--Droga...- As palavras de seu pai saem com o ar esfumaçado pelo frio, rápido ele se vira e volta para o carro abrindo a porta onde você estava e falando ainda tentando manter o controle. --Rápido não temos mais tempo, venha.
Ele estende sua mão. Lorena aceita a mão e com um salto ágil e gracioso devido aos anos que passara explorando sua cidade natal e a ilha toda sai do carro, surpreendendo seu pai. Pisa na neve, e logo se abaixa para dentro do carro, pegando sua mochila. Coloca-a em suas costas e amarra seu cabelo rapidamente com uma mecha frontal, formando um rabo de cavalo. Suspira para o ar gelado, e olha ao redor:
-- Onde é, pai?
Eles se encontravam perto de um bosque a qual a garota jamais estivera antes; sempre soubera do local, mas fora instruída para nunca se aproximar de tal local, histórias como suicídio e assassinatos cercavam esta região. A entrada do bosque era semifechada por arvores de grande e médio porte, muito perto da estrada, seu pai aponta para uma direção dentro do emaranhado da pequena floresta.
Para Lorena, era completamente estranha, mas de alguma forma seus instintos pareciam se aguçar aos poucos vendo para onde iria; suas dúvidas e incertezas davam lugar à confiança em uma das pessoas que mais amara em sua vida que puxava pela mão com devera força. Ele corre o máximo que suas pernas hominídeas pareciam permitir, com a filha a dos passos atrás.
--Apenas corra, evite fazer barulho e falar - Ele olhava para os lados como se tentasse mais uma vez buscar algo perdido no ar, agora trabalhando também com os olhos, mais aguçados do que nunca.
Ao percorrer poucos metros para dentro do bosque, a pouca luz proveniente dos postes era perdida a sua costa, aos poucos mesmo a luz do luar, que circundava o céu acinzentado desta manhã, sumia com mais facilidade devido ao emaranhado de arvores, cada vez mais espesso, e que fechavam o caminho à medida que os seus passos eram dados um a um...
Muriel para repentinamente, ainda segurando sua mão, se vira, fitando o belo rosto ainda infantil, os olhos verdes de sua filha que sempre lhe transmitiram esperança e ternura, e ele parecia agradecer por isto jamais ter mudado. Tomando fôlego ele explica o que precisava ser feito devido à atual circunstância:
--Lorena...Preste atenção no que vou lhe falar, seguindo sempre a Norte dentro desta mata, você achara uma pequena cabana, infelizmente não é lá onde planejava a levar, mas parece que já nos encontraram...- Ele fala desta vez fitando o emaranhado de arvores que circulavam o pequeno local onde agora se encontravam.
-- Sim, pai. Norte. - Segue a direção do olhar que o pai lançara, e começa a andar, cautelosa, olhando ao redor. Sente um impulso de olhar para trás. Não, não faria; tinha que provar a ele que era forte e destemida, justamente o contrário que ela sentia no momento. Aos poucos, como ainda não ouvira a voz paterna reorientando-a, seus passos ficavam mais confiantes.
Passo a passo ela se afastava mais, Muriel sabia que estava arriscando a própria filha dessa forma, mas era preciso, os seguraria ali e os despistaria se possível, mas não tinha mais tanta certeza de que poderia acontecer agora que fora descoberto. O barulho de galho seco se partido, vinha do lado direito, o pai tinha certeza e mesmo ela sem prestar muita atenção também sentia o cheiro do perigo pesando no ar, com um salto sobre-humano seu pai pula no meio das arvores, caindo sobre a grama e as raízes fortes que o tempo ajudava a sustentar e formar... Lorena automaticamente se virava para ver o ocorrido, a apenas alguns metros mais adentro onde vocês já haviam passado um homem não aparentando ter mais que trinta anos, debaixo de seu pai, que estava com os punhos cerrados prestes a acertá-lo mas logo pára, com uma cara de espanto. Logo se levanta limpando as vestes e ajudando o até então desconhecido, lhe concedendo a mão como auxilio. Ele se vira em sua direção e fala em bom tom para que pudesse ouvir bem:
--Parece que não estamos tão sós assim, minha filha - Sorria pela segunda vez naquele dia frio de Outono. Os primeiros raios de Sol começavam a tocar a copa das arvores, aos poucos iluminando mais e mais o local.
-- Ah... Oi. – ela se aproxima, cautelosa, os olhos pulavam ora para o pai, ora para o estranho, perfurando-os com as perguntas silenciosas - Estou vendo. Bem, posso presumir que ele é... Como se diz? Amigo seu?
Lorena Alethia anda mais alguns passos e pára ao lado do pai. Estava pensando em manter uma postura meio arrogante, mas achou melhor não. Manteve as costas eretas e o rosto impassível; apenas os olhos flamejavam com tantas interrogações.
Muriel entedia o significado do olhar de sua filha; sem duvida sua cabeça agora estava cheia de perguntas das quais só ele e os de sua espécie teriam as verdadeiras respostas... Mas sabia que apesar de ter encontrado um aliado, ali ainda não era o melhor local para simples conversas.
--Entendo o que sente, mas ainda precisamos continuar...E sim é um de meus amigos, ele pertence a nosso Caern. - Mais uma vez esta inquietante palavra fora pronunciada, desta vez de forma mais suave e tranqüila que antes, porém ainda em tom baixo.
-- Ele nos ajudará, encobrindo nossos rastros e também possui habilidades o suficiente para despistar os que nos cerca mais a cada momento... Perdoe-me, minha filha, mas não posso lhe explicar tudo agora...Espero que entenda.- Falando isso ele se vira para seu amigo, e fala em uma língua, que mesmo sem ter nunca escutado, era perfeitamente compreensível aos ouvidos de Lorena.
--Tentarei ser o mais rápido possível.- O homem apenas acena positivamente com a cabeça. Seu pai mais uma vez a segura pela mão e a conduz ainda mais rápido pela floresta.
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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Dom Nov 22, 2009 1:38 pm

Lorena e seu pai Muriel estavam seguindo pela estrada coberta pela recente neve que caíra do céu, incidentes estranhos ocorreram durante o percurso, seres a qual Lorena não conhecia e ao menos sabia o que eram, pareciam cercá-los cada vez mais, seguindo seus rastros e fechando o cerco dos dois Garous, assim que adentram o bosque em direção ao Caern. Por sorte o pai de Lorena encontra um misterioso aliado, e ao que parece, ele irá ajudar a despistar quem quer que estejam os caçando e também encobrira seus rastros; Lorena notara grande confiança da parte de seu pai no homem, com cabelos compridos, vestindo apenas uma calça comprida e larga da cor amarelo queimado, lembrava as das tribos indígenas norte-americanas, suas feições rústicas de traços marcantes, agora deixado para trás.
Pai e filha agora seguiam às pressas para Noroeste. O sentido de orientação de Lorena já tinha se perdido em meio a tantas árvores e selvageria; agora olhava ao redor, tentando acompanhar os passos de seu pai. Pisca os olhos uma vez, e tenta colocar em ordem o turbilhão de perguntas que tinha em mente. Quando olha para cima e vê os raios da manhã por entre as copas das árvores, fazendo com que a floresta tivesse tons dourados, suspira. A floresta deixara de ser misteriosa, e agora parecia saída de algum sonho, adquirindo uma aura de mística. E então, pela primeira vez desde ontem, ela se acalmava. Por fim, consegue formula uma de suas muitas perguntas:
-- Pai, posso me transformar agora? Podemos correr feitos lobos por aqui? Posso?
Seu pai parecia perdido em meio a tanta preocupação, sempre visando seu objetivo."Precisamos chegar logo, cada tempo perdido será um risco a mais para mim, minha filha e ao “Senhor dos Anjos”. Ele era um dos mais importantes Theurge que Muriel havia conhecido em sua vida Garou até então; mesmo se tratando de um Fostern, Muriel sabia que seria uma grande perda se viesse a falecer. Logo torna a acelerar os passos, e a olha de canto quando ouve sua pergunta. Mais uma vez volta sua atenção para o caminho que percorreram. Sem desviar o olhar das árvore, sorrindo, ele fala da melhor forma possível para que ela possa compreender.
--Duvido muito que possa completar a transformação... É uma surpresa para eu ver você tão entusiasmada para mudar de forma novamente, sendo que a primeira transformação sempre é exaustiva e dolorosa. Apesar de ser uma Ragabash tem o espírito de uma verdadeira guerreira. - Desvia finalmente seu olhar do caminho que estava ficando cada vez mais difícil, mas para ele não aparentava fazer a mínima diferença. Estava sorrindo carinhosamente para sua amada filha, como há muito ela não o vira fazer.
Lorena Alethia diz:
-- Ragabash? Tá me xingando, papai?! - sua voz era brincalhona, mas seus olhos deixavam claro seu questionamento.
Uma risada quase forçada e um rosto sem jeito, não deveria ter dito palavras complicadas que Lorena não sabia. "Burrice de minha parte", pensa o pai.
--Bom, Ragabash é um termo utilizado para determinar os que nascem em uma fase de nossa amada "Luna", ou seja Lua. Você nasceu sob a proteção da Lua Nova, sendo assim você recebeu presentes de Luna para ser uma autentica Ragabash e Garou...
Muriel sabia que você poderia muito bem se perder ainda mais com tal explicação, mas já que havia perguntado seria melhor saber mesmo que por cima, como as coisas funcionavam...
-- Ah. Sou Ragabash, a protegida pela Lua Nova. Então você é o quê, pai?
Não era bem esta pergunta que Muriel esperava, mas sendo tocada por Luna e tendo as raízes da Mãe Terra como uma bela Ragabash a curiosidade seria normal, principalmente no inicio de sua "arteira" vida Garou. Mantendo o sorriso por mais algum tempo, ele suspira e fala voltando a olhar o caminho que ambos percorriam. Parecia querer calcular a distância que já percorreram e o quanto ainda faltava.
--Fui abençoado por nossa amada Luna, na época do mês que ela esta mais presente "nos céus", formando um circulo completo e luminescente, a Lua Cheia, que me deu todas as características e dons necessários para ser um verdadeiro guerreiro...- Ele parecia meio indeciso antes de começar suas palavras, mas as finaliza com firmeza. - Ahroun. Eu sou um verdadeiro guardião e guerreiro a serviço de nossa amada Mãe.
-- Ahroun, o Guerreiro de Luna. Legal. E eu faço o quê então? Só fico no escuro? - Lorena Alethia vira o rosto para o perfil de seu pai, e quase tropeça em uma raiz. Olha para a raiz quase tropeçada enquanto a deixava para trás, tentando memorizá-la, instintivamente. Então olha para frente e se pergunta o porquê fizera isso; como se ela fosse voltar pelo mesmo caminho...
--Por favor...Não me faça rir aqui... - Seu pai segura o riso para não fazer barulho. - Mas basicamente, sim...Não tenho intuito de mascarar as coisas para você minha filha. - Ele pondera um pouco procurando como falar isto - os Ragabash entre os Garou, são conhecidos como os mais trapaceiros, seus próprios "Dons" envolvem a furtividade e até mesmo roubo... Também podem ser usados como ótimos espiões. Mas é claro desde que sabiam a menos manter sua lealdade. - Termina receoso, mas sabia que ela saberia destes pontos negativos e positivos mais cedo ou mais tarde.
Lorena Alethia diz:
-- Então sou o Oceanic dos onze homens do segredo – referia-se a um filme famoso, com um sorriso de canto. - E... A quem devo a lealdade, então? - aperta mais um pouco os passos para emparelhar com o pai.
Muriel pára, parecendo não ouvir o que estava escutando. Vira-se para a filha olhando diretamente nos olhos. Sua raiva era visível em seus olhos, talvez fosse possível notar até mesmo frustração. Tentando manter-se calmo, continuava a falar agora imóvel e com os punhos cerrados.
-- Lealdade? Apenas a nós, sei que você é ainda jovem, mas isto é uma coisa que não se deve questionar. A nação Garou tem o dever de proteger a humanidade, muitas vezes de si mesmo...Espero que entenda isso.
Muriel estava realmente espantado com tal questionamento, como sua própria filha não sabia a quem ser fiel? “Talvez esteja apenas confusa”, achava seu pai, afinal ele mesmo estivera quando passara por coisas muito semelhantes, até mesmo piores. Respirando fundo ele apenas espera uma resposta definitiva, de sua filha entender a quem deveria ser fiel, de que lado deveria estar era o mínimo necessário para ser um verdadeiro Garou, a serviço da grandiosa Gaia. Lorena Alethia olha, surpresa, para a reação do pai, e fica parada, com os olhos arregalados e a boca entreaberta. Instintivamente, também cerra os pulsos e mentaliza as possíveis rotas de fuga. "Que idiota, ele é meu pai!" Sente a tensão no ar, e resolve partir para uma tática algo feminina: tagarelar para quebrar o gelo.
-- Nação Garou? Nossa! Onde é? Quantos de nós!? Preciso prestar algum juramento? Olha, você sabe que nunca fui boa em ser formal e essas coisas, sempre vou rir de algum detalhe, papai, você vai ter que me ajudar! - um sorrisinho sem vergonha desponta no rosto.
O Ahroun parecia um tanto cansado e perplexo, tinha quase certeza que no momento, nada poderia fazer para que ela entendesse melhor, e nem mesmo seria ele quem a ensinaria da grande maioria dos costumes Garous, isso levaria demasiado tempo. E tempo sem sombra de dúvidas era algo que nenhum dos que eram tocados por Gaia tinham; o Apocalipse estava cada vez mais próximo, e muito estava se perdendo sobre a cultura Garou, tamanha necessidade dos homens-lobo entrarem em combate em defesa de sua terra e de toda humanidade.
-- A Nação Garou são todos que pertencem a nossa espécie, todos os descendentes de Gaia, que estão incumbidos de proteger a Terra. Infelizmente somos poucos, e cada vez mais nosso número vem diminuindo...- Os olhos de seu pai, até então firmes e determinados, agora se voltavam para o chão da clareira do grande bosque, ao terminar de proferir suas ultimas palavras, se tornando visível seu pesar com o fato. - Mas chega de perguntas...Temos que correr, Senhor dos Anjos esta encobrindo nossos rastros, não podemos nos dar ao luxo de esperar mais. - Fala novamente a fitando, seus olhos pareciam recuperar a vivacidade e determinação de anteriormente. Virando ele não fala nada, apenas segue adiante, obviamente esperando que ela fizesse o mesmo.
Lorena Alethia respira fundo, e sai correndo atrás de seu pai, e permanece calada durante todo o percurso. Às vezes, abria a boca para alguma pergunta, mas logo se lembrava da proibição paterna e fechava a boca, frustrada. Pulava as raízes, evitava os galhos graciosamente, focada nas costas de Muriel, seu pai.
O tempo parecia cada vez mais fechado, os raios de Sol na copa das árvores agora enfraqueciam em vez de fortificar, nuvens recaiam sobre o bosque, e com ela traziam novamente a neve e o frio, com mais de uma hora sem descanso pai e filha percorrem por entre a selva densa, seu pai a orientando e explicando coisas que necessitaria saber sobre o local. Segundo seu pai, era o melhor local para se achar abrigo: era a pequena, mas segura caverna, ao qual neste exato momento estavam passando. Com piedade de sua cria, Muriel, aponta na direção da pequena caverna, adentrando logo em seguida. Pequena, úmida e suja, os protegia da pouca neve que cai e muito mais que isto, os ajudava a descansar. Muriel tinha certeza de que sua filha seria uma excepcional Garou, mas ainda precisaria de um bom treinamento para isto. Chegar ao Caern em segurança era essencial.
--Vamos descansar um pouco aqui...- Ele observa a região encoberta de neve por dentro da entrada da caverna.- Está é a Caverna Maia-Mar. Seguindo até o final dela, que é alguns minutos daqui, você encontrará uma pequena fonte de água pura, por isto do nome "Mar", Maia fora a Garou que achou este local. Descanse, eu vou procurar algo para comer. Se trouxe algo de casa, guarde, pode precisar depois. - Muriel tinha certeza que iria precisar futuramente. Falando isso seu pai sai da caverna, logo ela o perde de vista, quando ele adentra entre as árvores. Após poucos minutos ele retorna, em suas mãos ele trazia dois coelhos já mortos. Logo ele arruma uma pequena lareira, e prepara os animais para o café da manhã. Lorena Alethia diz, olhando cheia de pena os coelhos mortos.
-- Pai, você não... Não tem pena deles? Eles poderiam ter filhotinhos para cuidar, e como eles vão se virar no frio? Olha, eles eram bonitos, tadinhos, pai! - termina a última frase num tom de protesto. - E... Eca, pai - estava vendo o pai tirar a pele e destripar os animais. - P-pai, você não tem nojo? - Seu rosto de menina-mulher tinha uma mistura cômica de nojo e pena.
--Nojo? Por que teria? Bom, pena realmente eu tenho, mas não posso deixar de viver por isso e espero que você também não. - Ele termina de limpar e preparar um dos animais, logo o colocando no fogo. - E para isto mesmo trouxe dois...- joga a faca ensangüentada com que destripava o animal aos pés da filha.- Termine com o outro...- Fala seriamente.
-- Paiê, você está brincando, você quer que eu mexa com um animal que acabou de morrer? - se afasta da faca e do corpo ainda quente do coelho. Seus olhos estavam arregalados, pareciam prestes a chorar por compaixão.
-- Não, não estou...Posso muito bem comer esse coelho sozinho; não pedi para que caçasse o seu, o que já foi um erro. Se não o preparar morrerá de fome, a proíbo de comer suas porcarias que estão na mochila - Fala severamente tirando o coelho quase cru do fogo e o devorando em poucos segundos.
Lorena Alethia olha para o seu pai, em choque. Engole em seco. "Bom. O animal já está morto mesmo, a alma dele já deve estar num lugar sagrado... Vamos, vou mexer, não é nada demais, são só um monte de carne..." Pega a faca, e começa a destripar o animal, o rosto deixava claro sua luta por manter a concentração e não se deixar tomar pelo nojo.
Depois de alguns minutos, pedaços de músculo uns tanto mal-cortados já estavam no espeto, sendo assados pelo fogo. Ela não olhava mais para o seu pai. Estava sentada, abraçando os joelhos e cuidando de sua carne. Não iria comê-la crua, não agora; teria que ser bem-passada, como ensinara sua mãe.
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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Dom Nov 29, 2009 6:48 pm

Enquanto via sua filha comer sua carne queimada cabisbaixa, Muriel pensava consigo mesmo. Estava sendo duro demais para com ela. Era o tempo que corria, o tempo que faltava. Lorena teria que aprender a ser forte o mais rápido que puder, e aprender tudo que deveria para ser uma grande guerreira.
O guerreiro, olhando para sua bela herança, queria ver como ela seria quando crescesse; não tinha dúvidas de que ela iria ser uma lenda, e ele esperava de coração que ela escolhesse pertencer à sua amada tribo, a de Peregrinos Silenciosos. Ele pára de comer sua carne, se limpa e senta ao lado dela:
-- Lorena, eu sei que não deveria tê-la feito estripar logo de cara a sua caça, mas você precisava se endurecer, ser forte. Estamos sem tempo. Desculpe, minha filha.
Pousa sua mão no ombro ainda pequeno de sua filha. Não resiste e dá um forte abraço nela, derramando algumas lágrimas:
-- Eu sei que esta vida não era exatamente o que você queria, mas farei o que puder para te ajudar...
Lorena, surpresa, o abraça também:
-- Para um... “Arrou”, você é meio mole, hem! – dá uns tapinhas nas costas dele, dando risadinhas. Não resiste e choraminga – Paiê, por quê eu tenho que ser má? Terei que roubar? Matar as pessoas? – ela agora o olhava como se tivesse esquecido que seu pai fora rude com ela duas horas atrás.
Muriel solta o abraço, dando um sorriso de canto:
-- Na verdade, o termo correto é “Ahroun”, e você terá que se acostumar com este e outros termos garou. É, admito que sou mole às vezes, mas isso é só entre nós, combinado? – dá uma piscada - Minha filha, você foi abençoada por Gaia e Luna para ser uma protetora da humanidade; se você seguir tudo que eu te ensinar, você será uma grande guardiã de Gaia e dos homens...
Muriel volta par a sua carne; logo a termina e apenas contempla sua filha, esperando-a terminar.
Lorena comia, seu semblante estava pensativo. Quando termina de comer sua carne, se levanta e olha para fora da gruta, para as copas das árvores desfolhadas e cobertas pelos delicados flocos. Quando endireita as costas, algum peso invisível nos ombros a fazia tomar uma postura altiva. Seus olhos se estreitam, fitando sem ver os flocos de neve. Então a compreensão vem à mente. Ela era Garou, a guerreira designada por Gaia para protegê-la.
”Caramba, agora estou encrencada!” Dá algumas risadinhas por dentro, encontrando ironia em toda a situação.
Ela podia até pressentir, mas não sabia de todos os detalhes.
A vida adulta que estava sendo oferecida a ela não exigia a difícil escolha entre as muitas faculdades que existiam no mundo todo. A escolha certa, até então obscura, se revelara.
Ela iria fazer a faculdade dos Ragabash e se especializar na Tribo dos Peregrinos na Universidade dos Garou.
Ao terminar o café da manhã mais estranho que tivera em sua vida, a esperta Lorena parecia ter finalmente fortificado os laços com seu querido pai. Ambos se aprontavam para dar continuação a sua jornada, a pequena mas exaustiva viagem até o Caern ao qual seu pai pertencia. Após postar-se de pé Muriel olha para sua filha, apesar de todo afeto que ambos estavam a compartilhar ele ainda era um Garou, um "guardião" e guerreiro, conseqüentemente sua preocupação com o tempo que ali haviam perdido começava a se acentuar. Olhando atentamente para sua filha, até se cansar e dar os primeiros passos em direção a abertura da pequena caverna escura, saindo da penumbra do lugar, Muriel respira de forma revigorante o ar daquela manhã. Observando de forma atenta as árvores que ali se destacavam, belas e enfeitadas pela mais pura neve desta época do ano, dando meio passo para trás ele olha para sua filha por cima do ombro e tenta fazê-la se apresar mais.
--Vamos logo Lorena...Temos que nos apreçar ainda mais, não pod..."Clik"...- Ele termina a frase no meio, um pequeno estampido ele tinha certeza, um barulho muito familiar...Algo que seus ouvidos já estavam acostumados a escutar, mas o que realmente poderia ser? Nem mesmo o sábio garou tinha certeza. Aguçando mais seus sentidos aos poucos, Lorena via-o farejar o vento que soprava calmamente no local em que Muriel estava parado de pé e concentrado. Lorena Alethia tenta imitar o pai, fungando fundo, farejando o vento, para ver se percebia alguma coisa.
Perdendo sua total concentração, Muriel abre os olhos até então fechados, seu instintos jamais o enganaria, com os olhos vidrados ele vira para sua filha, a vendo farejar de verdade. Lorena não sabia ao certo, mas quando o ar gélido daquela manhã nebulosa, adentrou seus pulmões e circulando por todo seu corpo, ela quase poderia jurar sentir, até mesmo o gosto quente e enjoado de sangue.
--Lorena...Vamos rápido, agora...- Falava seu pai de forma ríspida e a chamando com os braços, tentava falar o mais baixo possível, suas palavras quase se deixando perder através do vento forte que começava a soprar...
Lorena Alethia diz:
-- P-pai - murmurava tão baixo que mal se escutava acima do vento - Alguém está ferido... Sente o sangue? Sente? - Se aproxima quando os braços paternos chamando-a. Seus olhos estavam arregalados, e o rosto estava lívido. Poucas vezes sentira um cheiro com tanta intensidade como agora... Estava confusa; tinha certeza que era um bocado longe de onde o cheiro vinha, o que tornava as coisas mais perturbadoras ainda. Estende o braço e segura a mão firme de seu pai.
Barulho metálico e mais um estampido, dessa vez mais forte e mortal, com o gosto da prata quente perfurando corpo mortal e desprovido de defesas. Um leve grito muito mais parecido com o rosnar de um lobo selvagem e que nunca poderia ser domado pela mão do homem. Seu pai cambaleia apenas meio passo para trás, o sangue quente escorria de seu ombro vigoroso, com os olhos cerrados como os de uma matilha inteira a observar sua futura presa, ele solta sua mão, ao qual devia a vida pois fora seu gesto de obediência e afeição que salvara seu pai, o simples puxar quando o tocara, impedira a bala quente e mortífera de estraçalhar-lhe o coração que somente aumentava as batidas; a intensidade era tal que ela poderia jurar ouvi-la perfeitamente como um tambor que soava antes do inicio das grandes guerras medievais, mais um rosnado ameaçador olhando para uma parte intima da floresta a frente, mesmo a "jovem" Lorena via, um homem de cabelos castanhos escuros, um sorriso macabro em sua face afinada e magra, vestido como as plantas do bosque, mas o que mais surpreendera Lorena mesmo depois do disparo fora sua bela arma, e onde ele realmente estava, em um grande galho de uma das árvores a provavelmente bons cem metros ou mais; nesta situação a cabeça da jovem não parecia raciocinar de forma precisa. Empunhando o que parecia ser um belo rifle, ele mexe sua mãos de forma rápida e se prepara para atirar novamente, desta vez mirando a cabeça de seu pai, mas nada faz...Seu pai parecia se enfurecer cada vez mais, com um rugido a fúria percorre seu corpo, seu tamanho logo aumenta, gritando freneticamente, suas pupilas somem, seus olhos completamente brancos, agora mordendo os lábios, muito maior que qualquer homem que você já havia visto, coberto de muito mais pelos e em sua magnífica forma Glabro, as unhas maiores e ao falar você percebe que até mesmo sua voz havia mudado drasticamente.
--Vá para dentro da caverna, agora!!! - Ao terminar de falar a fera negra salta por cima dele, indo diretamente em sua direção, mais de trezentos quilos de músculos e ódio, a pata erguida no ar, prestes a golpeá-la com as garras, o Crinos de pelos enegrecidos estava sobre você prestes a ceifar sua vida como um mensageiro particular da morte...A garra se abaixa com força e perfeição cirúrgica...
Lorena Alethia, assim que ouvira os rosnados dele, percebera que estava em perigo. Os rosnados, as batidas do coração, as batidas de seu coração, o cheiro de sangue, o rosto magro, o cheiro de prata, tudo aquilo acontecera em poucos segundos, e seus instintos, tão antigos como a aurora dos tempos, imediatamente a fizeram apelar para a sua fonte de Fúria.
Com o último grito frenético e a violenta investida nela, logo salta para o lado, e sem pensar, desejou que seu sangue fervesse como no dia anterior, desejou que cada centímetro de seu corpo doesse e crescesse, desejou ter a força necessária, desejou que o ódio tomasse conta de seu pequeno coração para enfrentar aquelas feras que agora o atacavam.
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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Sab Dez 12, 2009 9:05 pm

Lorena e seu pai haviam sido emboscados na entrada da pequena caverna, por um misterioso grupo de Garous, ao que parece não fora uma boa idéia parar durante tanto tempo para descansar, o cheiro forte de sangue parecia inundar o lugar completamente, seu pai ferido no ombro se preparava para o combate, quando, um Garou de longos pelos enegrecidos, de um forte tão profundo quanto o próprio ébano sobre ele e ataca diretamente você, suas garras brilhavam com uma aura maligna perceptível a qualquer Garou a serviço da mãe, e mesmo Lorena sabia que a "fúria" havia sido mais que impregnada sobre ela. Em um ato de desespero e raiva a jovem Ragabash salta para o lado quase instintivamente, evitando por completo o mortal golpe do Crinos enfurecido. Com mais de o dobro de sua altura, ele babava sobre o solo sagrado da floresta, enquanto a fitava com ódio e repulsão. Seu pai vira-se rapidamente, seus olhos atordoados pelo medo de perder sua amada filha, logo o guerreiro guardião, salta sobre a fera negra, transformando-se em um belo Crinos de pêlo negro, sua pelagem mais curta que a do outro Garou e com um brilho muito semelhante, seu pai lutava para salvá-la. Lorena agora via uma batalha descomunal diante de seus olhos, a criatura que era seu pai cravava suas presas no bestial Garou de pelos negros e imundos, enquanto o mesmo preparava-se para golpear o abdômen de seu pai com as duas gigantes patas, puxando-as para trás e preparando-se para o golpe, o Garou imaculado não parecia ter se abalado com a forte mordida de seu pai; estava prestes a desembainhar um golpe mortal sobre o abdômen do orgulhoso e esperto Ahroun. Rapidamente seu pai realiza uma das maiores proezas que sem sombra de dúvidas você acreditara que veria em toda sua vida, erguendo o enorme garou do chão com a própria mandíbula e o jogando pra trás. O animal cai de bruços no chão coberto de neve, e seu pai vira-se em uma velocidade impressionante, prestes a desferir o golpe final. Arqueava-se nas patas traseiras, pronto para saltar sobre a fera desprotegida, e destroçar-lhe o corpo por completo, rosnando com um lobo selvagem... Mas um grande estampido ecoa pela clareira, e seu pai cai de joelhos no chão, a bala fortificada com a mais preciosa prata, parecia ter sido confeccionada unicamente para aquilo, matá-lo. "--Lorena..." foi a única palavra que ele pronunciou antes de cair inerte no chão frio daquela floresta lavada pela mais pura e branca neve, agora coberta do sangue quente de mais um grande Garou.
Lorena olha para o seu pai no chão. Ela poderia jurar que foram longos minutos que ficara assim, quando na verdade foram apenas centésimos de segundo entre o olhar, a constatação da verdade e o rugido que ecoaria pela floresta, almadiçoando aqueles que fizeram seu pai cair.Ela avança um passo, e agradece pela dor que agora invadia seu corpo. Olha para o seu pai... Para cada uma das feras. Dá outro poderoso rugido, uma mescla de fúria e dor. Um último pensamento racional passa em sua mente: "Corra, procure ajuda; eles são mais fortes que você! Chame aquele aliado do papai!". Então seu corpo explode em uma profusão de pêlos negros brilhantes como o de seu pai. Ainda rugindo, dá um salto, vira-se... E corre para a direção que julgava que seu pai estava tomando. Sem saber o que fazer dá um longo e agudo uivo, chamando pelos bons de sua espécie.
A jovem salta se afastando do campo de batalha apenas alguns metros, parando perto das primeiras árvores úmidas, possuídas por musgos e vegetação que brotavam do chão em volta das mesmas. E ali a Garou permanece deparando-se com uma enorme criatura de pelos castanhos, os olhos cor de avelã, que irradiavam pureza e determinação.
--Acalme-se, estou aqui para ajudar... - Falou o Garou em uma língua que Lorena jamais ouvira, mas mesmo assim compreendera perfeitamente cada uma de suas palavras.
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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Dom Dez 20, 2009 6:06 pm

Lorena, vendo seu pai cair diante de si, seus olhos encheram-se de lágrimas e seu coração irradiava o ódio crescente em meio a toda confusão, e o simples crer de perder sua amado pai, agora inerte no chão frio, o sangue lavando a neve branca que aos poucos ficava vermelho vinho... Num ato de desespero, e tentando se concentrar, Lorena salta para floresta, caindo firme sobre as primeiras árvores, prestes a dar um novo salto e sair completamente de vista de seus assassinos, Lorena assusta-se ao deparar a grandiosa figura a sua frente. Um Garou, de pelos castanhos avermelhados, que brilhavam intensamente, os olhos de avelã transmitiam pureza e sabedoria, respirando com um pouco de dificuldade ele fala em uma língua que Lorena jamais ouvira, mas mesmo assim compreendera perfeitamente cada uma de suas palavras:
-- Acalme-se estou aqui para ajudar...- cerrando seus olhos calmos, o grandioso Garou salta sobre Lorena, um pequeno e curto uivo foi tudo que ela ouviu. Ao virar-se para ver o que havia acontecido, fitara o mesmo Garou, agora com todo seu antebraço preso ao tronco do mesmo Garou ao qual seu pai estava por combater, e agora estava certamente morto apos o ataque esmagador do guerreiro salvador.
Lorena, em sua forma mais poderosa, olha confusa para o desconhecido. Olha para o cadáver. Ignora-o. Sem pensamentos, só emoções e ações. Dor. Olha para o pai, e caminha em silêncio até ele. Quando olha para ele, acha-o tão... Pequeno. Olha para seus braços. Pêlos. Senta-se de joelhos e começa a ganir, balançando suavemente o ombro não atingido de seu pai.
Seu pai continuava deitado, sem se mover ou mesmo dar sinal de vida, menos talvez pelo fraco pulsar do seu coração que você podia escutar cada vez mais fraco e com menos frequência. O homem do alto da árvore sumira, como se nunca estivesse estado lá. O Garou de pelos avermelhados, observa ao redor, enquanto se aproxima de seu pai, logo ele volta a sua forma natural, em que foi concebido ao mundo, voltando ao seu estado Hominídeo. Rapidamente a garota reconhece o homem que o pai havia abordado anteriormente, o cheiro de sangue estava ficando insuportável, mas logo percebe que não era sue pai e sim do próprio Hominídeo que sangrava. Ajoelhando-se ao lado de Muriel, ele toca o ombro ferido do guerreiro, e milagrosamente o cura, a ferida cicatrizara rapidamente por baixo das vestes rasgadas, por sua transformação, o mesmo processo o misterioso homem repete no outro ferimento de seu pai. Logo o corajoso Ahroun estava sentado sobre o próprio sangue, abrindo um largo sorriso ao ver seu amigo mais uma vez. Logo ele desperta e procura esparafatado, e se acalma vendo a filha ainda transformada ao seu lado.
--Obrigado... - Ele fala para seu amigo...
Lorena olha para o pai, e abre sua mandíbula em algo que poderia ser chamado de sorriso; 200 quilos pulam para cima do pai, abraçando e lambendo-o. À medida que se acalmava, ia se transformando em glabro e depois para humana, e logo havia uma criança de 16 anos esquecida do fato de estar, digamos, como viera ao mundo, abraçada ao pai e chorando de alívio.
O homem vira o olhar, sua face corando levemente quando a vira nua, ele se afasta deixando os dois a sós, logo seu pai a abraça também a acalmando, e expressando o quanto estava orgulhoso de sua atitude...Falando em tom calmo, como se já tivesse passado por aquilo milhares de vezes, ele a consolava.
--Acalme-se minha filha...Eu sei que é difícil, mas deve se acostumar, este tipo de coisa é constante quando se esta em guerra pela salvação do mundo, não chore por favor...- Limpa as lágrimas do rosto dela suavemente, de forma carinhosa.
--Vamos...vamos para "casa".... – A filha ainda não notara a seguinte peculiaridade: seu pai ainda estava vestido como antes, apenas algumas partes da roupa estavam rasgadas.
Logo Lorena sentia frio, em partes antes bem aquecidas. Sentia um pouco de desconforto em seu corpo desprovido de proteção térmica adequada para região...
Ela olha para si mesma, por alguns segundos. Agora não sabia se o tom avermelhado que coloria sua pele desde as pontas dos pés até as raízes de seu cabelo era por causa do frio ou por pura vergonha. Começa então a choramingar de vergonha, e a procurar por todo lago alguma peça de roupa, algum tecido que a ajudasse a salvar daquela!
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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Sab Dez 26, 2009 7:20 pm

Lorena havia agido com extrema bravura, e demonstrado grande raciocínio mesmo diante da situação aterradora em que se encontrava, conseguindo ajudar a salvar a vida de seu pai, ao tentar buscar ajuda, o misterioso Garou se mostrava feliz por vê-la agir da forma que seus laços sanguíneos mandavam.
"Corra, procure ajuda”.
Agora ali no frio, com seus pés desprotegidos da neve, completamente nua, sentia vergonha, de seu pai, e mesmo de seu salvador. Talvez estivesse sendo infantil perto de tamanha responsabilidade que a aguardava, mas mesmo assim, todo seu pudor pedia por socorro, tentando inutilmente cobri suas "partes" com as mãos, que muito mais tremiam de vergonha do que pelo frio pendente na região. Olhava desesperada para os lados, procurando mesmo que retalhos que a cobrissem; mas era inútil, vendo que nada além dos trapos sujos e umedecidos pela neve e pelo sangue de seu pai encontravam-se espalhado pelo chão. Seu pai, sentindo-se mal por vê-la assim, logo retira sua camisa, ela estava um pouco rasgadas nas costuras e suja de sangue, mas mesmo assim era grande e serviria bem.
-- Obrigada, paizão. - Logo abotoa os botões. Esfrega as mãos no nariz, tentando estancar o choro e ao mesmo tempo se concentrando para dar uma tirada que era sua marca registrada - Acho que com essa roupa dá para eu ir a uma reunião de Garous sem problemas! - Respira fundo. - Fui um bebezão, né, pai? Desculpa, eu deveria ter sido menos estúpida, e peitado aqueles peludos, como você. - esfrega um braço, e solta um sorrisinho como que pedindo desculpas. Estava morrendo de vergonha de si mesma em todos os sentidos.
--Bom, apropriada não esta, afinal...- Ele lança um rápido olhar para as pernas dela. Continuava praticamente nua da cintura para baixo, apenas um pequeno pedaço de tecido separava suas partes intimas da luz, e mesmo assim ao caminhar, muito poderia ser visto.
-- Creio que você tenha trazido mais roupa em sua mochila...Vá se trocar, por favor, nós esperamos. Mas seja breve.
Ele vai até o amigo sem esperar sua resposta. Lorena, assim que seu pai vira-se para o amigo, também se vira e sai correndo até a gruta; procura a mochila, agradece a Deus... "Ou pela Gaia? Luna? Depois pergunto direito como é que fica" Abre sua mochila, e dá um sorriso enorme: estava tudinho lá. Logo volta, com passos confiantes como se nada tivesse acontecido, e fica ao lado de seu pai. Estava de calças jeans, blusa de manga comprida com um casaco de tricô feito pela mãe, meias e chinelo. Enfim, tinha recuperado sua dignidade!
Puxa de leve seu pai pela manga, no cotovelo, chamando a atenção dele, e estende a camisa dele, devolvendo-a:
-- Mais uma vez obrigada, paiê. - Olha para o tal do amigo do pai e desvia o olhar, fitando as árvores nuas e tentando esquecer o fato de que estivera sem nenhuma peça de roupa na frente dele.
Seu pai já estava trajando outra camisa, de cor creme com um casaco grosso na cor verde musgo, ele pega a camisa a fitando com atenção, logo a guarda em sua própria mochila, e a coloca nas costas, quando a fila olhou para o amigo de seu pai, ele apenas retribuiu o olhar, com um belo sorriso. Muriel volta novamente a atenção para área onde se encontravam. O pai começa a falar firmemente, parecendo mais uma vez contente, mesmo após tudo que havia ocorrido.
-- Já nos atrasamos por demais... Vamos logo, Lorena. -Ele vira para o homem que estava a suas costas, os cabelos do mesmo esvoaçavam com o vento cortando, e mesmo assim, o Theurge se mantinha apenas com simples e leves roupas. Estendendo a mão seu pai o cumprimenta, ele acena com a cabeça possitivamente, ainda sem nada dizer. Virando-se seu pai parecia marchar novamente para seu consagrado destino com passadas calmas, apenas esperando que a filha o acompanhasse.
Lorena Alethia diz:
-- Ei. - Acompanha os passos largos dos homens, e logo dá um jeito de se meter entre seu pai e o estranho. Com a atenção que conseguira com a intrusão, olha para o estranho, seus olhos se estreitam e solta algumas das perguntas guardadas há muito tempo -- Quem é você? O que você faz? Como conseguiu curar meu pai? Por que você não é preto, como o papai? Aliás, por que são preto e marrom, e não cinzas como o lobo que vejo na tevê? E de que cor é mesmo minha pelagem? - Respira fundo e espera as respostas ante os olhares espantados dos homens.
Os dois Garous parecem se assustar, vendo o tamanho número de perguntas que a pequena garota conseguira fazer em tão pouco tempo, suas dúvidas pareciam que brotavam da terra, ou mesmo do céu, ambos agora mantinham um olhar de espanto encoberto em suas faces, mesmo o calmo Theurge, erguera as sobrancelhas ao ouvir Lorena falar tão avidamente daquela maneira, algo para ele verdadeiramente sobre-humano, dando uma rápida olha para seu pai, que apenas suspira abaixando os olhos ao ver o rosto cético de seu amigo. Voltando novamente seus olhos cor de avelã a Lorena, e encontrado seus belos olhos verdes, que pareciam transbordar a sede de conhecimento e conseqüentemente novas perguntas, ele tenta acalmá-la com algumas rápidas respostas, mesmo que não satisfatórias como um todo.
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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Seg Dez 28, 2009 1:00 pm

Lorena estava mais aflita do que nunca, sua mente formulava perguntas e mais perguntas sobre o que havia acontecido até então. Sem poder mais resistir, sua curiosidade se abre em sua mente subjugando sua força de vontade e oprimindo seu bom senso, talvez mesmo seus modos. Ambos a olhavam um tanto espantados devido ao seu "ataque" súbito, se entreolham, Muriel suspira e sacode a cabeça assentindo positivamente com o cansaço esculpido em seus olhos. O Theurge apenas sorri para seu pai, e volta seus olhos de avelã para o belo rosto de Lorena. Apesar de não poder explicar tudo agora, sabia que ao menos umas poucas palavras seria justo para a jovem Ragabash.
-- Lorena, certo? Seu pai e eu temos certas diferenças, desde o Augúrio até a "linhagem” de onde viemos, ou seja, possuímos essas características diferenciadas por sermos Garous diferentes, mesmo sua pelagem minha jovem, é diferente da de seu pai, por mais que possa notar traços marcantes de sua descendência em seu rosto...
--Meu nome é Arthu, nasci neste mesmo bosque há um tempo, e como você sou um Garou, e vivo a serviço de nossa mãe Gaia...Desculpe não poder responder todas suas perguntas, mas sabe que nosso tempo é precioso, pelo menos precisa tentar entender que é. - Ele se vira e começa a andar junto com seu pai ao lado, ambos davam passos curtos como se esperassem você.
--E a propósito Lorena...Você tem uma bela pelagem, tão negra e pura quanto a de seu pai... - Ele não se vira ao falar, apenas segue rumo ao Caern ao qual você tanto ouvira falar em tão pouco tempo.
Lorena Alethia diz:
-- Ah, obrigada. - Aperta os passos e segue na mesma velocidade dos outros, pronta para o caso de seguirem mais depressa. Ajusta seu casaco de tricô azulado, tentando se livrar do frio. Balança a cabeça, tirando a neve de seu cabelo e formulando novas perguntas. - E o que é um Caern? Um lar dos Garou? Como é?
Uma peculiaridade fora bem perceptível aos seus olhos esverdeados e belos naquela hora: a grande mochila que até então estava nas costas de seu pai havia sumido completamente, talvez somente agora Lorena estivesse para se dar conta, mas a magia Garou estava presente em todo o lugar, e parecia cercar seu pai e Arthu. Seu pai vira o rosto e responde.
--Caern é um local sagrado minha filha...Onde somente os verdadeiros Garous e talvez os parentes, devem ser protegidos, quando houver necessidade. Um local para todos de nossa raça descansarem e se recuperarem da constante batalha, você sempre poderá buscar abrigo e ajuda neles; afinal todos da nação Garou são irmãos, primos e, muitas vezes, por mais que infelizmente, filhos... - Ele termina a fala com um leve pesar na voz.
Lorena Alethia diz:
-- Peraí. Vê se eu entendi: eu, Lorena, sou uma infelicidade por ser sua filha? Por que não querem filhos? Não entendi! Vocês não estão diminuindo de número? - Olha para o pai, ofendida, sem parar a caminhada.
Muriel e Arthu se entreolham mais uma vez, se esquecendo da pressa que deviam ter, ambos param quase não acreditando no que ouviam sair dos belos lábios da pequena, soltando um pouco de gargalhadas, ao qual os dois tentavam inutilmente controlar devido o tamanho choque...Logo Arthu fala a seu pai em tom brincalhão.
-- Por favor, Muriel, explique isto para ela, assim vai deixar sua filha pensando que a odeia...- Abafa finalmente seus risos e olha para ela, quase com um olhar de pena
--Desculpe Lorena...- Apressa-se Muriel a falar, em sua face ainda mantinha-se o sorriso, mesmo que constrangido.
-- Não foi isto que quis lhe dizer. Referia-me unicamente a Garous que têm filhos com os da mesma espécie. Isto é um pecado, e uma grave violação a Litania...- Fala ele tentando se recompor e voltando a caminhar desta vez de forma mais apressada. O bosque estava iluminado completamente, mas mesmo com os raios de Sol, que iluminavam desde o topo da mais alta árvore até o solo gelado abaixo de seus pés, Lorena via que estava por embrenhar em uma área muito provavelmente não explorada até então pelo homem, mesmo naquele simples bosque havia uma parte que se mantivera há séculos, talvez milênios, sem ser imaculada pelas patas imundas da maléfica Wyrm.
Lorena Alethia diz:
-- Litania? Regras de ouro dos Garou? - levanta o braço direito num ângulo mais ou menos reto, sua mão forma uma letra "c" com o indicador e polegar, e a movimenta, indicando analogia.
--Bom mais ou menos isso, esteja preparada, você precisa aprender ela de cabo a rabo filha...e sem brincar. - Ele fala seriamente abaixando sua mão.
-- Ah... - suspira e faz bico, torcendo-o de um jeito que indicava preocupação que sempre precedia os dias de prova ou quando chegava meio tarde em casa. Logo suspira e se pergunta... - Poderei voltar para casa e ter uma vida normal, escondendo esses segredos?
--Filha esta é uma pergunta que somente você poderá responder, mas mesmo assim só a entendera daqui a um bom tempo... - Seu pai fala com pesar na voz, era perceptível sua preocupação. Andando como se não possuísse mais um destino após ouvir o questionamento de sua amada filha, sabendo que muito provavelmente jamais a mesma poderia voltar, não sem arriscar aqueles que amava.
-- Hum... Chegamos? Aqui parece tão... Encantado. - olha ao redor, inspirando o ar puro. Seu rosto ainda infantil revelava todo o encanto que tinha pela vida. Ainda era alegre, otimista, sua curiosidade indomável sequer desconfiava de coisas piores que uma aranha de 5 centímetros em uma gaveta trancada. Seus olhos verdes percorriam a floresta, ora pousavam nos de avelã do Arthu, ora nos negros de seu pai. Abre um sorriso iluminador, e esfrega as mãos, arregalando um pouco os olhos para ver o que tinha na frente da trilha que faziam. Sem dúvida, um retrato tocante de inocência.
-- Mais alguns metros a frente filha...logo ali abaixo. - Seu pai aponta para um descida, somente ao chegar lá quase aos pulos, que Lorena vira a íngreme descida, meramente coberta pela neve que aos poucos para de cair do céu. Mas o mais importante era o que seus belos olhos viram mais a alguns metros adiante, o que parecia ser uma pequena aldeia, talvez até mesmo uma tribo indígena, muitos diriam. Poucas pessoas estavam por perambular em uma grande clareira, lobos e criaturas gigantes que mesmo pela distancia você consegui notar alguma diferença presente nestas...Seu pai e Arthu descem cautelosamente, mas rápidos, como se sempre fizessem isto. Logo os dois olham para o alto esperando para que os siga, Lorena tem a leve impressão que estava cada vez mais passando por uma pequena provação.
Lorena olha para os pontos por onde os homens pularam. E tenta imitá-los, só que mais devagar. Já tinha alguma prática no quesito de enfrentar obstáculos semelhantes, afinal, sua infância e adolescência foi dedicada à exploração das cidades da ilha. Chega até os homens, limpando as mãos. Olha para as pessoas, criaturas, lobos, com uma curiosidade indisfarçável.
-- Como se chama este caern?
--Esta área sagrada foi descoberta há muitos anos por um grande Garou, Raio Negro. Era seu nome, até hoje é conhecido como o mais veloz entre nós; sua ascendência pura e sua aptidão grandiosa fizeram dele um dos maiores Garou de seu tempo... - Ele faz uma pequena pausa e começa a andar, Arthu o segue tranqüilamente - E por ter achado este Caern, que inicialmente batizou com o nome de "Coroa Vermelha”, que foi dado por causa da grande batalha que houve neste mesmo local quando descoberto. Raio Negro só pôde notificar de seu achado devido a sua genialidade, fora a sua grande velocidade e instintos com os quais conseguiu comunicar a nação Garou, sobre o lugar, um local sagrado que estava sendo imaculado pelas garras dos "Espirais Negras" e suas vergonhas...
--...Com a grande batalha que se procedeu, felizmente nos saímos vitoriosos, mas a chacina foi grande, e a perda de inúmeros Garous foi e ainda é difícil mesmo para os que pouco lembram do acontecimento...- Agora a frente do Caern, um simples local aos olhas da jovem Lorena, mas mesmo ela ainda podia sentir cada vez mais forte a aura que o local transpassava em seu redor...Lobos sobre a neve e a pouca grama que não havia sido tapada pela pequena nevasca tentavam aquecer seus corpos no sol, "homens" conversavam, dispersos próximos ao uma pequena tenda feita de couro ou material semelhante, uma pequena fogueira que não esquentava mais, exceto pela pequena fumaça que dela saía, mas logo foi extinta com um pouco de neve jogada pelos pés de um Hominídeo apressado. À frente de seu pai, Arthu e Lorena, um Crinos, muito maior mesmo que seu pai quando estava transformado, encara seu pai, e tenta dar um largo sorriso com sua mandíbula colossal, seus dentes sujos de sangue e resto de carne, seu hálito nem um pouco agradável, mas mesmo assim seu pai e Arthu demonstravam afeição ao ver a imensa criatura. O Crinos abre o caminho, observando atentamente a cada passo que a garota dava, e logo que ela passa por ele o mesmo a cheira despreocupadamente.
Lorena Alethia quando vê aquele Crinos se aproximar dela, logo fica na defensiva, se colocando atrás de seu pai. Quando Muriel e Arthu se aproximam daquele brutamonte, por um momento fica perdida, olha para os lados e logo se aproxima também. Quase tem um enfarte, arregalando seus olhos ao máximo quando ele se aproxima dele, e torce seu nariz ao sentir o bafo dele. Quando ele simplesmente a cheirou, ela faz uma cara de ofendida, levantando as mãos num "Ei, qualé?", e tenta se afastar dele, indo para o lado de seu pai. Seus olhos deixavam claro seu desagrado para com os modos dele. O Crinos mantém seu belo "sorriso" esculpido em sua boca grotesca, seu pai mais uma vez naquele dia segura o riso pelas coisas que a filha fazia ou pensava, enquanto o Theurge mantinha-se mais sério na situação. Ambos pararam sem aviso e Lorena dá com a testa nas costas de seu pai, logo levantando os olhos para ele e começar mais uma vez a tagarelar para ambos, mas foi interrompida por uma voz autoritária, mas que também parecia transpassar conhecimento e confiança.
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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   Sab Jan 02, 2010 3:17 pm

Lorena finalmente chegara ao Caern, o local sagrado que se encontrava no grande bosque, perto de sua cidade natal, onde vivera toda sua vida, até então pacifica e alegre, mesmo com a ausência de seu amado pai. A “Coroa Vermelha” era um belo local, inundado pelos raios solares, uma área grande no centro mais profundo daquela pequena floresta, protegida por grandes arvores, que agora estavam coberta por minúsculos flocos de neve mesmo em suas copas.
Após passado um tempo, que aos olhos de Lorena fora uma verdadeira eternidade, a filhote, estava maravilhada com cada uma das belas coisas que via, o lugar transmitia a magia, impressa em cada galho no chão ou mesmo no ar. Parando subitamente, a apenas alguns metros da entrada do local sagrado, Lorena escuta uma jovial, calma, mas determinada voz tocar seus ouvidos como a mais fina seda do oriente, a curiosidade a tocara no coração como um punhal frio e afiado, um pecado comum que costumava levar muitos “lobos” a encontrar seu destino.
Posicionou-se atrás de Muriel e Arthu. À frente deles a voz continuara a falar com o mesmo impacto que tivera inicialmente sobre todos ali presente.
--Então, finalmente retornaram, e vejo apesar de realmente não a ver... - Ela tenta esticar o corpo para poder fitar os olhos de Lorena. --Que a trouxeram com vocês, realmente é um bom trabalho, e assim deveria ser feito afinal ela é sua cria “Andarilho Selvagem”, devo lhe agradecer... - Ela vira sua bela face para Arthu, o olhando com uma expressão amigável e sinceridade em sua face angelical. - Afinal você se arriscou, e realizou bem sua missão, ambos a realizaram com sucesso, e por isto temos o que comemorar, afinal trouxeram a mais nova cria para nosso Caern, e ainda hoje realizaremos seu ritual de passagem... Mas agora, poderiam me deixar vê-la?
Ela ri de uma forma irônica, ambos pareciam congelados enquanto a ouviam tamanho seu respeito.
Lorena engole em seco, tentando superar sua timidez. Respira fundo, e afasta com delicadeza seu pai de sua frente. Toma uma postura um tanto altiva, ombros para trás. Dá um sorriso um tanto envergonhado e diz:
-- Aqui estou eu... - logo sua testa se franze, em sinal de dúvida - Senhora? Devo te chamar como?
Ela caminha graciosamente até postar-se a sua frente, olhava nos olhos de Lorena com humildade e atenção, mas mesmo por baixo de sua aura de igualdade, a jovem Cliath podia notar a grande diferença que existia entre elas, com atenção a Garou escuta as palavras tímidas de Lorena, tímida, subalterna, mas mesmo assim ainda a cria de um dos melhores Garous que este Caern poderia oferecer. Sim, Lorena, uma promessa, um responsabilidade, um futuro orgulho, e quem sabe até mesmo uma das maiores a servir sua nação em pouquíssimo tempo, mas antes o Ritual deveria ser realizado, antes disto ela seria meramente um filhote e nem mesmo respeito entre seus irmãos e irmãs iria receber.
--Ora. Então você é Lorena Alethia, sua linhagem a precede e prestigia você que vem de uma das mais belas e fortes partes da “Nação Garou”. - Ela fala como se a Cliath esperasse por isto. -- É realmente um prazer conhecê-la, cria de Muriel; hoje celebraremos seu “rito” de passagem, assim como os demais de sua matilha que estarão sempre a seu lado. Trate-os com respeito e como irmãos, de sua vida por eles se preciso e espero o mesmo de cada Garou que vier a conhecer e ou que permaneça em vossa matilha. Eu me chamo Rosa da Coroa... Sou encarregada deste pequeno Caern, e tenho a missão de ordenar os grandes acontecimentos que se passam neste pequeno lugar, afinal por menor que seja, ainda assim mantém uma importância para a batalha contra Wrym, será um imenso prazer tê-la ao nosso lado minha jovem...
-- Ah, sim, tenho igual prazer em estar ao lado de vocês. - Olha para o guarda Crinos "brutamontes" com uma sobrancelha levantada seguida de um sorriso amigável - Rosa da Coroa, nome bonito. Senhora... - olha-a nos olhos, com o olhar estreito característico de uma mente curiosa - Ritos de passagem? E quem é Wyrm? - Logo se lembra de que deveria ser mais humilde - Desculpe minhas perguntas, senhora, devo ser paciente, certo? Vocês me explicarão tudo. - abaixa a cabeça, olhando para os chinelos e meias
molhadas pela neve e pés mortos de frio, suas mãos logo vão para os bolsos da calça.
--Tudo bem, isto é normal, todos fazem o mesmo quando se encontram em uma situação como esta, não há do que se envergonhar. - Ela volta seus olhos para Muriel e Arthu, seus olhos cor de mel esquadrinhavam os dois com certa severidade disfarçada em sua expressão facial, agora Lorena podia notar seus belos trajes que lhe caíam muito bem sobre o belo corpo da mulher de presença onipresente no local sagrado. Usando tragues leves para tal temperatura, cobrindo suas belas curvas com apenas uns curtos pedaços de roupas velhas, que aparentavam formar pouco mais que um sutiã sobre volumosos seios, e uma calça curta e tanto justa, com pequenos cortes, muito possivelmente peças feitas por ela mesma.
No Caern, todos sentiam desejos por Rosa, desejos que eram contidos com a tortura física e mental daqueles ao qual ela encantava inocentemente, mesmo que geralmente não se vestisse de tal maneira pois era estritamente proibido, os Garous sempre a desejaram de certa forma, pelo seu belo corpo e sua natural facilidade de cativar todos ao seu redor.
--Por favor, Muriel, cuide de alimentar adequadamente sua filha e aquecê-la, deixe que se banhe, deixe que vá com as sacerdotisas de Luna, para se preparar devidamente para o ritual de passagem. Para purificar-se da influencia de Wyrm sobre seu corpo e alma... - Ela termina de falar ainda mantendo seu ávido sorriso nos lábios avermelhados e pecaminosos. Muriel apenas acena positivamente e fala em tom baixo.
--Por favor, queira me acompanhar minha filha... -Ele se dirige para seu lado direito, onde haviam grandes tendas feitas de couro escuro como o breu, logo ele se vira a fitando com um sorriso, o orgulho marcado em seu olhar, ele entra antes mesmo que Lorena pode-se dar primeiro passo em sua direção.
Lorena segue seu pai, e sorri de volta ao seu pai, satisfeita por ser a causa daquele sorriso bonito. Olha com cautela Rosa da Coroa, não gostando muito do sorriso um tanto ávido e dos modos de vestir dela. "Deixe de ser cismada, papai confia nela!" Com uma inspiração de ar para seus pulmões, segue sem hesitar seu pai, a quem devia tudo, inclusive a herança de ser Garou, abençoada por Luna. E amaldiçoada por todas as criaturas vis da Wyrm, as quais ela mal desconfiava de suas maléficas existências.
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MensagemAssunto: Re: Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta   

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Lobisomem O Apocalipse – Grécia/Ilha de Creta
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