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 Derik Stone - Brujah

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MensagemAssunto: Derik Stone - Brujah   Dom Jan 04, 2009 8:05 pm

Vampiro: A Máscara

Nome:Derik Stone ................Natureza: Malandro .................Geração:8
Jogador:Darkside_Master ......Comportamento: Valentão .........Refúgio: Pequeno Ap. Alugado
Clã: Brujah .........................Conceito: membro de gangue


=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-atributos(7/5/3)=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Força: 3 ..................................Carisma:3 ................................Percepção:2
Destreza:4 ...............................Manipulação:3 ..........................Inteligência:2
Vigor: 3 ...................................Aparência:2 .............................Raciocínio:2

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=habilidades(13/9/5)=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

Talentos Perícias Conhecimentos

Prontidão:1 .............................. Empatia c/ Animais: ................. Lingüística:
Esportes: 2 ...............................Armas Brancas:2 ... ..................Ocultismo: 2
Briga: 2 ....................................Furtividade:1 ........ ..................Medicina: 1
Esquiva: 2 ................................Sobrevivência: .........................Acadêmicos:
Empatia: 1 ................................Armas de Fogo:2.......................Computador:
Expressão: ................................Etiqueta: ................................Finanças:
Intimidação:2 ............................Condução:1 .............................Investigação: 1
Liderança: ............................... Ofícios: ...................................Direito:1
Manha: 1 ................................. Performance:1 .........................Política:
Lábia: 2 ...................................Segurança:2 ............................Ciência:

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Antecedentes(5)........................Disciplinas (3) ...........................Virtudes(7)
. Geração(5) .............................Potencia(1) .............................Consciência: 2
. Recursos(2) ............................Rapidez(2) ..............................Autocontrole: 3
. Contatos(3) ...........................Presença(1) .............................Coragem: 5

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Humanidade = 5
Força de Vontade = 8/8
Pontos de Sangue = 15/15


=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Experiência:

=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Equipamento:
Relógio de pulso barato
Faca com soqueira
Beretta 90-two
2 pentes com capacidade para 17 balas 9mm
uma caixa com 50 balas 9mm
Isqueiro metálico com a imagem da caveira de um touro estampada em relevo
Maço de cigarros com 9 cigarros
Corrente de prata com uma pequena cruz
pulseira de prata (falsa)
guitarra preta com detalhes brancos
um amplificador
carteira:
- $200 dólares
- carteira de identidade
- carteira de motorista
- bilhete velho da Lotto
- telefone da V (uma das garotas com quem ele ficava)
chaveiro:
- chave da porta do prédio onde mora
- chaves da porta da frente do apartamento (ela possui duas trancas)
Ford Mustang 1969 com motor V-8 (304cv)
2 celulares baratos - Um para uso pessoal e outro para "clientes"


$1200 em dinheiro no total ($200 dólares na carteira e $1000 em seu apartamento
=-=-=--=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Refúgio

O refúgio de Derik é um apartamento de classe baixa em um bairro pobre da cidade. O prédio, assim como a vizinhança, parece já ter visto dias melhores. Pixações são feitas tanto fora quanto em seus corredores. A sua entrada fica em um beco, aonde sempre tem algum mendigo. Ele é feito de tijolos e possui 7 andares, com 6 apartamentos por andar. Todos os apartamentos possuem o mesmo tamanho e disposição de cômodos. O apartamento de Derik fica no 6º andar, terceira porta à direita da escada (o elevador já não funciona a um bom tempo). A porta de Derik possui duas trancas. Sempre que vai dormir ele equilibra uma garrafa de cerveja vazia de cabeça para baixo em cima da maçaneta. É um pequeno truque que ele aprendeu em um filme. No centro da sala principal encontra-se um sofá, que era azul, de três lugares, em posição transversal à porta da frente. Seu tecido está todo puído, esburacado e com manchas questionáveis. À sua frente está uma tv de tamanho médio com uma antena torta em cima. Em uma parede próxima à porta tem um quadro pendurado, aonde, dentro de seu forro, Derik esconde o resto de seu dinheiro. O sofá serve como uma divisória entre a sala de estar e a cozinha, que ficam no mesmo cômodo. A "cozinha" possui uma geladeira branca com manchas de gordura. Dentro dela tem algumas garrafas de cerveja e uma embalagem aberta com algumas salsichas de cor verde acizentado. Ao seu lado está um fogão com algumas panelas sujas em cima e, logo em seguida, está uma bancada verde com uma pia cheia de pratos sujos. Próximo à bancada tem uma porta que leva ao banheiro. É um banheiro de azulejos que deveriam ser brancos, com uma banheira com chuveiro embutido, uma pia e um vaso sanitário que está quase transbordando uma água marrom com cheiro de esgoto. O banheiro não possui janelas. Do outro lado da sala principal, próximo à tv, tem uma outra porta que leva para o quarto aonde Derik dorme. A janela foi fechada com tábuas, fita isolante e um cobertor que foi pregado por cima. O armário tambem foi arrastado para ficar na frente dela "só pra garantir". No centro do quarto está uma cama casal, sendo coberto por um cobertor suspenso por algumas cordas presas no teto e nas paredes, parecendo uma barraca. As únicas saídas do apartamento são a porta da frente e a escada de incêndio, que pode ser acessada pela janela da sala principal. Derik escolheu esse apartamento principalmente por causa dos vizinhos, que não são muito de se meter nos negócios dos outros, e muito menos de chamar a polícia, principalmente por já o conhecerem.


=-=-=--=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Aparência:
Idade aparente: 24
Altura: 1,90
Peso: 92
Raça: Caucasiano
Aparência: Olhos castanho escuro, cabelo preto curto e um cavanhaque
bem aparado sem bigode. Possui um rosto de traços fortes e um olhar
frio de quem já fez muita coisa errada na vida e está preparado pra
mais. Uma tatuagem tribal em forma de tentáculos negros lhe cobre o
braço desde o lado esquerdo de seu pescoço até as costas de sua mão
esquerda. Veste um tênis preto com detalhes brancos, uma calça cinza escuro
estilo "baggy" e um moleton canguru preto com uma camiseta regata
branca por baixo.

=-=-=--=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Qualidades e Defeitos:

Vontade de Ferro(+3)
Exclusão de Presa(-1) Crianças
Vingança(-2) - Contra Brian
Resistencia a Magia(+2)
Sono Pesado(-1)
Inimigo(- 1) - os Diablos



=-=-=-=-=-=-=-=-=--=-=-=-=-=-=-=-=-=-=--=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
Pontos de Bonus gastos:


7 Rapidez
3 Força de vontade
5 Antecedentes

=-=-=-=-=-=-=-=-=--=-=-=-=-=-=-=-=-=-=--=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-==-=
Descrição de Antecedentes:

Contato 1 - O "Caveira" é um dos Street Kings, antiga gangue de Derik.
Derik não sabe seu verdadeiro nome e nem nunca se preocupou com isso.
Seu apelido, obviamente, se deve ao fato de que ele possui um corpo
realmente esquelético e ser muito pálido. O motivo para isso
provavelmente está relacionado ao seu hábito confesso de não usar
preservativos. Se comporta de forma exibida e arrogante, exceto com os
que ele sabe que "podem" mais que ele. Ele costuma vender armas perto
da antiga casa de Derik. Ele as esconde em um fundo falso no
porta-malas de seu carro. Possui acordos com a polícia e a maioria dos
criminosos para não ter problemas. Possui grande conhecimento sobre o
que se passa no submundo criminal.

Contato 2 - Detetive Thomas Richards. Policial corrupto que pela
quantia certa pode "afrouxar" as algemas ou até dar boas informações
internas do departamento de polícia. Derik possui um acordo com ele
para poder vender o seu "produto".

Contato 3 - Johnny "Pisca-Pisca". Filho do líder da maior organização
mafiosa da cidade. Possui esse apelido por possuir um tique nervoso que
o faz piscar duas vezes seguidas bem rápido. Ganancioso, faz o que for
necessário para ganhar poder e dinheiro, sendo normalmente atrapalhado
apenas pela sua inexperiência e falta de sagacidade. Se algum roubo
grande, golpe ou esquema acontece nessa cidade, ele sabe.

Recursos - Derik mantém a sua renda vendendo diversos tipos de drogas.
Seu ponto fica em um beco à aproximadamente duas quadras de sua casa.
Ele esconde as drogas atrás de tijolos soltos em uma parede logo atrás
de uma caçamba de lixo. Quando algum cliente chega, Derik entra no beco
e pega a "mercadoria", nunca deixando que vejam aonde ele a esconde.
Ele inclusive possui um celular apenas para seus negócios, caso algum
cliente precise de algo e ele não esteja no beco. Ele compra as drogas
do"Rato", também ex-Street King, que lhe vende a mercadoria por um
preço justo em nome dos "velhos tempos".


Última edição por Darkside_Master em Qua Jan 07, 2009 10:51 am, editado 7 vez(es)
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MensagemAssunto: Prelúdio   Dom Jan 04, 2009 8:12 pm

Era uma noite excepcionalmente quente de verão. As árvores, completamente inertes, indicavam a ausência do vento. A moça, deitada no banco do passageiro, restringindo o impulso de gritar sinaliza para o taxista encostar. “Ah, no meu carro não!”, retruca o taxista com um tom desgostoso. Ele apressadamente pára o carro no meio-fio, sai e abre a porta de trás. Ela tinha cabelos pretos, olhos castanhos cor-de-mel e um rosto com traços ainda juvenis. Era magra e vestia um vestido branco que estava bastante apertado na região de sua barriga e que estava todo ensopado de suor. “Por favor!”, implora ela. “E por acaso você vai pagar pelos meus bancos?!”, pergunta ele enquanto a pega pelos braços e de forma não muito gentil a larga na calçada. Após entrar novamente no carro ele bota a cabeça para fora do carro.“Vô procurá um orelhão e chamar uma ambulância pra ti.”. O relógio de pulso dela acusava 4 horas da manhã. Deitada ali mesmo, na rua deserta, ela deu a luz à um menino, que posteriormente resolveu chamar de Derik.

Laura era mãe solteira. Trabalhava como garçonete em um bar chamado “The Covenant” mas morava em uma casa que não era condizente com seu salário. Era uma casa grande de dois pisos que herdara do pai em um bairro pobre. Após dar à luz entrou em depressão leve, o que à levou à usar heroína. Quando ela não estava trabalhando estava farreando e Derik passava a maior parte do tempo na casa da vizinha, que possuía mais 5 crianças. Passou a se tornar comum Laura trazer homens para casa e pedir para que a senhora Smith deixasse que Derik passasse a noite na casa dela. Mesmo assim, oito anos após Derik, nasce Lisa. Laura provavelmente nem sabia ao certo quem era o pai e por diversas vezes pensou em tirá-la, mas nunca teve coragem.

Apesar de todos os homens que trazia para casa, houve um que aparecia cada vez mais, até que um dia ele se mudou para lá. Ele era loiro, alto e bem forte. Seus olhos eram de um azul bem claro e seu rosto amigável transbordava simpatia. Era sempre muito falante e as pessoas gostavam de estar perto dele. Mas havia algo nele que Derik não gostava. Algo na sua presença que era desconfortante. Ele era sempre muito gentil com todos mas quando iam embora ele mudava de tom completamente. Se tornava sério e estúpido, como se fosse outro homem. Sua mãe fazia tudo que ele queria e demonstrava receio de contrariá-lo. O que não mudava era a sua demonstração de afeto por Lisa. Ele estava sempre com ela no colo, acariciando-a. Derik se mudou para o quarto dela e passou a dormir à seu lado. Ao descobrir o que o garoto estava fazendo, Brian, que era policial, começou a chegar em casa mais tarde do trabalho, bêbado, sempre achando qualquer motivo que fosse para espancar o garoto.

“Por quê esse cara tá fazendo isso?”, costumava pensar Derik. “Por quê ele tá morando aqui?”. Era óbvio que ele não gostava de Laura. Mas um dia Derik ouviu a senhora Smith comentando com outra vizinha sobre sua casa. De como Laura tinha sorte de tê-la herdado e que ela deveria valer uma fortuna. “Então é isso. Aquele merda quer a casa.”, pensou Derik consigo mesmo. “Ele só deve tá esperando a velha morrer.”. A idéia de ter de morar ele e sua irmã com Brian foi perturbadora. Ele teria de fazer alguma coisa a respeito. Teria de dar um jeito.

Derik costumava matar aula e passar o dia na rua. Acabou entrando para os Street Kings, uma gangue local que lidava com tráfico de drogas e de armas, roubos e desmanche de carros, etc. Com o tempo e a idade, Derik começou a ganhar o respeito dos outros membros e construiu uma reputação nas ruas de ser insensível e não ter medo de nada, principalmente pelos seus encontros com os Diablos, sua gangue rival de latino-americanos. Mas ele sabia que não poderia se arriscar demais, já que se fosse preso não haveria ninguém para cuidar de Lisa. Sendo assim apenas realizava os seus “trabalhos” à noite quando Brian estava de plantão.

Assim seguiu a sua vida. Ele já tinha 20 anos agora. Era um homem. Já tinha o seu próprio ponto e conseguia um dinheiro bom com as drogas que vendia. Ele alugou um apartamento e estava decidido a tirar sua irmã daquela casa.

Já era madrugada. A lua estava cheia, logo acima da casa quando Derik chegou. Ele abriu a porta. Algo havia acontecido. Haviam cacos de vidro pelo chão. O sofá estava fora do lugar. Seu coração bateu forte. Ele subiu as escadas correndo como nunca fizera antes. Lisa não estava no quarto deles. Ele correu para o quarto de sua mãe. A porta estava aberta. Seus corpos estavam em cima da cama. Suas roupas rasgadas. Os lençóis brancos haviam tomado cor-de-vinho.

Seu coração parecia um alien tentando sair de seu peito. Uma sensação desagradável apareceu em sua garganta. Coisa que não sentira há muito tempo. “Esse filho da puta tá morto!”, gritou sozinho no quarto. Ele precisava de sua arma.

Era aproximadamente 4 horas da manhã. As ruas, que ele tanto conhecia, estavam desertas. Ele estava desnorteado. Emoções explodiam dentro de seu corpo. Ele queria gritar. Ele queria quebrar os joelhos daquele pedófilo com seu taco de baseball e socar a sua cara até que ela virasse pudim. A pressão em sua cabeça era insuportável. Seus pensamentos eram tão intensos que ele nem via o que estava à sua frente. As lembranças de sua irmã. De todas as vezes em que a pôs para dormir... e aquele desgraçado a matou. Ele vai acabar conseguindo o que quer a menos que alguém o impeça. Derik pretende conseguir alguém com 9mm de diâmetro.

Derik entra em um pequeno beco mal-iluminado, que estranhamente está vazio hoje. Melhor, assim ele não terá de pular os mendigos em coma alcoólico para entrar em casa. Ele coloca a mão no bolso e pega um chaveiro. Sua mão está levemente trêmula quando ele coloca a chave na fechadura. “Acho que hoje é o seu dia de sorte garoto.”, diz uma voz atrás de Derik. Como pode não tê-lo visto? Ele está a apenas alguns metros de distância. Derik se vira e o encara. Ele tinha estatura mediana, e cabelos pretos compridos que mal tocavam os ombros. Sua estatura era mediana e ele vestia uma camisa social branca, uma calça jeans preta e um par de sapatos pretos. Seu rosto era jovem e pálido e ele esboçava um leve sorriso. Mas o que chamava a atenção eram os seus olhos verdes. Duas esmeraldas brilhando na escuridão. “Tá no lugar errado playba e adivinha só... hoje é o dia errado também.”,disse Derik olhando-o nos olhos como se pudesse atingir seu cérebro com o seu ódio. Sem desviar o olhar nem por um segundo o homem responde “Não... eu acho que eu cheguei na hora certa.”, aumentando o seu sorriso. E então ele sumiu. Simplesmente desapareceu como se nunca estivesse estado lá. Derik arregalou os olhos e instintivamente olhou para os lados. Foi então que percebeu que ele estava à sua esquerda à apenas alguns centímetros de distância. Quando Derik se virou sentiu um impacto como se um aríete o houvesse atingido no peito. Seus pés deixaram de tocar o chão e ele bateu de costas contra uma caçamba de lixo. “E então? Isso é tudo?”, perguntou o homem de forma casual enquanto olhava as horas. Derik começou a se levantar. “Seu chupa-rola! Eu vô afundá a tua cabeça!”. “Pra quê toda essa agressividade?”, perguntou o homem sorrindo. Derik correu para cima dele com todas as suas forças, apenas para encontrar o vazio... e uma perna, tropeçando e caindo no chão. “Pra quê lutar?”, perguntou o homem. “A tua vida é tão desagradável, não é mesmo?”. O homem chutou o seu estômago. “Fica no chão. Pra quê mais dor?”. Chutou o seu estômago com ainda mais força. A dor era insuportável. Seu corpo todo doía. Seu diafragma parecia se recusar a trabalhar. Mas além da dor, da falta de ar e da desesperança havia algo mais. Algo que ele não sabia descrever mas que o obrigava a levantar. Derik não queria se entregar. Ele não iria se entregar. O homem começou a pisar em sua cabeça. “Fica quietinho agora que eu vou acabar com a sua dor, ok?”. Derik pegou uma garrafa quebrada que estava próxima de sua mão e enfiou na panturrilha do homem, que deu alguns passos para trás sem nem mesmo mancar. “Eu gostava dessa calça.”, disse olhando a própria perna. Derik se levantou, ofegante e se jogou novamente em cima do homem, tentado acertá-lo com a garrafa. “SEU FILHO DA PUTA!!!”. Quando se deu conta, ele estava no chão, com aquele estranho em cima dele. “Muito bem garoto... você me deixou orgulhoso.”, disse, sorridente. “Agora eu tenho um presentinho para você.”.

Tudo ficou confuso para Derik. Ele era incapaz de se concentrar ou se localizar. Só o que ele sabia era que a sensação era boa. Mais do que isso. Ela era fantástica. Aos poucos suas pálpebras foram ficando pesadas e tudo foi ficando escuro. Quando se deu por si, Derik tinha a sensação de estar flutuando em uma imensidão escura. Aos poucos uma luz foi surgindo. Ao olhar para ela, alguma coisa tocou o seu coração. Ele se sentia em paz. Ele não sabia dizer se ele se aproximava dela ou era o contrário, mas a luz estava cada vez maior. Foi então que uma sensação estranha lhe ocorreu. Ele sentiu como se ao mesmo tempo em que estava ali, no vazio, ele também estivesse em outro lugar. Era como estar despertando de um sonho, mas ainda estar dormindo. Ele sentiu em sua boca um gosto que nunca sentira antes. Um gosto indescritível. Ele podia sentir algo escorrendo por sua garganta. À medida que o líquido ia escorrendo ele ia se tornando ciente de seu corpo. Era como se aquilo estivesse ligando os seus orgãos. Como se seu corpo inteiro fosse uma perna que estava dormente e então tivesse sido mudado de posição permitindo assim que inúmeras formigas invisíveis trouxessem de volta a sensibilidade. Era um êxtase completo. Era dezenas de vezes melhor do que qualquer bebida ou droga. Era melhor que sexo. Quando abriu seus olhos viu que estava bebendo sangue do pulso daquele estranho. Rapidamente ele empurrou o seu braço. “É bom não é?”, perguntou o homem. “Meu nome é Christoffer aliás. Christoffer Williams”. Ele se levanta. “E você... meu amigo... agora é um vampiro.”. “O quê?”, pergunta Derik. “E por quê que tu fez isso comigo?”. O homem começa a dar tapinhas em sua camisa como que tirando uma poeira imaginaria. “Por que você foi escolhido oras.”, ele responde. “Por quê?! Por quê eu?”, pergunta Derik. “No seu dialeto, pode-se dizer que você 'tem culhões'.”, responde o homem sorrindo. “Eu te observo há muito tempo. Assim como eu observava outros também. Haviam vários 'candidatos', mas você foi o único que acabou passando do teste derradeiro. Mesmo contra todas as possibilidades, você não se entregou e continuou lutando até o final. E é isso que eu quero num filho meu. Mas não pense que ser um vampiro é necessariamente uma coisa ruim. Na verdade, como tudo na vida... e na não-vida, tem suas vantagens e desvantagens. Venha comigo.”. Confuso e desorientado, Derik o seguiu sem hesitar. A rua estava deserta, senão por um mendigo ou outro. Derik se sentia diferente. Ele se sentia mais forte e resiliente. “Eu nasci na Inglaterra, no ano do nosso senhor de 1272. Ou baixa idade média, caso você tenha prestado a atenção naquelas aulas de história.”. Eles estavam agora passando pelo Hole, um bar de motoqueiros. Haviam vários deles na entrada, e Derik percebeu que vários deles estavam olhando em sua direção. Mas à medida que eles iam andando, Derik percebeu que eles não estavam olhando de forma agressiva. Parecia que eles simplesmente não conseguiam desviar o olhar. “Mas eu só recebi o presente do abraço no ano de 1298. Eu não estaria aqui se isso não tivesse acontecido, e assim como eu, você também poderá viver por milênios.”. Eles haviam chegado no telhado de um prédio de quatro andares abandonado. “E, apesar de que você ainda poderá ser morto, a verdade é que será bem mais difícil do que antes.”, disse Christoffer enquanto puxava uma Colt Anaconda da parte de trás de sua calça. Derik só teve tempo de pronunciar “Mas o quê...”, e foi atingido no meio do peito por um disparo. O impacto o arremessou do telhado. Caindo, de braços abertos, ele admirou os prédios crescendo em direção ao céu por segundos que pareceram horas. Até que a realidade o atingiu nas costas com a dureza do chão. Derik podia sentir sua omoplata estilhaçada. Assim como seu braço e perna direitos. Mas até a dor estava diferente. Nada mais era como antes. Ele tinha uma consciência diferente de seu corpo. Quando olhou para o lado, Christoffer já estava lá. “Se concentre agora.”, disse. “Sinta os seus ossos se juntando novamente. Sinta os seus músculos, os seus tendões, os seus orgãos se juntando... te dando a forma que você tinha antes. Faça-os se juntar.”. E Derik fez. Ele podia sentir as fissuras em seus ossos se fechando. Seus ferimentos cicatrizando em segundos. “Muito bem Derik. Você vai ser um ótimo aluno.”, disse Christoffer sorridente.

Poder. A idéia de adquirir poder cresceu dentro de Derik. Ele não mais seria empurrado. Manipulado. Agora ele estaria no poder. Ele gostou.

Christoffer lhe ensinou muitas coisas durante aquele mês. Apesar de seu método não ser muito sutil, era bastante eficaz. Ele lhe ensinou todas as mecânicas básicas de como ser um vampiro, assim como os seus novos poderes. Também lhe apresentou à sociedade vampírica como a sua nova criança. Derik inclusive aprendera a tocar guitarra e à compor músicas. Coisa que sempre quisera mas nunca tivera a oportunidade de fazê-lo.

Um dia quando Derik foi à casa de Christoffer, ele simplesmente não estava lá. Toda a sua mobília havia sumido também. Tudo, exceto por um envelope no chão do cômodo completamente vazio. Dentro do envelope haviam duas cartas. Elas estavam seladas com o selo pessoal de Christoffer. Uma estava endereçada para Derik e a outra para o príncipe. Na sua estava escrito: “Derik, tive de viajar para resolver antigos assuntos pendentes. Na outra carta eu peço ao príncipe que o considere a partir de agora um neófito. Você já aprendeu o básico de como ser um membro e já pode tomar conta de si mesmo. Um dia nós nos veremos novamente.”. Após entregar a carta para o príncipe, Derik passou a ser considerado como um “adolescente” no mundo dos vampiros. E agora que estava livre, ele teria contas à acertar.


Última edição por Darkside_Master em Seg Jan 12, 2009 9:29 pm, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Local da crônica   Dom Jan 04, 2009 8:21 pm

Eu gostaria de jogar nos EUA, inclusive coloquei o nome das pessoas, locais e gangues em inglês. Se não for possível jogar nos EUA então eu prefiro jogar em Londres do que no Brasil.
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MensagemAssunto: Re: Derik Stone - Brujah   Seg Jan 05, 2009 10:35 am

Sua ficha está ótima. Pronto pra jogar.. procure o narrador RaTO.. pergunte a ele os detalhes da crônica dele nos EUA. Como ta no começo, e ainda não tem muitas fichas prontas.. não vai ter problemas.. mas se preferir pode conversar com o Norton pra jogar em Londres.

^^

Dia 10 eu acho que já começam as crônicas..
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MensagemAssunto: Re: Derik Stone - Brujah   

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